Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vila serrana revela ruínas que lembram Machu Picchu e império do diamante

Igatu, tombada pelo IPHAN, preserva ruínas do Ciclo do Diamante e revela o antigo polo minerário que moldou a Chapada Diamantina

A vila brasileira escondida na serra onde ruínas de pedra formam uma 'Machu Picchu' e guardam um império do diamante
0:00
Carregando...
0:00
  • Igatu, vila na Serra do Sincorá a 18 km de Andaraí, é tombada pelo IPHAN desde 20 de junho de 2000 como conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico.
  • Foi um dos grandes centros das Lavras Diamantinas, já abrigando mais de nove mil moradores; hoje a população fica entre 380 e 450 pessoas, em sua maioria descendentes de garimpeiros.
  • Entre as atrações estão a Igreja de São Sebastião, o Bairro Luís dos Santos (bairro fantasma), a Gruna do Brejo e a Galeria Arte e Memória, que exibe esculturas de Marcos Zacariades e utensílios usados na garimpagem.
  • A vila ficou conhecida como Machu Picchu baiana por sua paisagem de ruínas de pedra erguidas no século XIX, sem argamassa e encaixadas na rocha.
  • O acesso ocorre pela BR-242 até Andaraí, seguido de 14 km de estrada de pedra; a melhor temporada para visitar é de abril a setembro.

Igatu, vila histórica na Serra do Sincorá, guarda um conjunto de pedra que remete a uma Machu Picchu baiana. A cerca de 18 km de Andaraí, no coração da Chapada Diamantina, reúne ruínas do século 19 erguidas pelos garimpeiros do Ciclo do Diamante.

O conjunto tombado pelo governo federal abrange cerca de 200 imóveis entre ruínas e habitações de pedra, protegidos desde 20 de junho de 2000 pelo IPHAN. O sítio é reconhecido como museu vivo da mineração no Brasil.

História e auge do diamante

No século 19, garimpeiros de Mucugê e Minas Gerais chegaram à serra buscando pedras. A vila atingiu mais de 9 mil moradores durante o auge das Lavras Diamantinas, segundo registros do IPHAN. O brilho acabou com a queda global da mineração.

Declínio e preservação

Com a descoberta de diamantes em outras regiões, o ciclo local entrou em decadência no final do século 19. Muitos moradores partiram, deixando casarões vazios. Hoje, a população gira entre 380 e 450 pessoas, em sua maioria descendentes de garimpeiros.

O que visitar e como chegar

A Igreja de São Sebastião, erguida em pedra em 1854, é um marco local. O bairro Luís dos Santos, conhecido como bairro fantasma, mantém paredes de pedra entre a vegetação. A Galeria Arte e Memória funciona como museu aberto.

Para chegar, partindo de Salvador, são cerca de 430 km até Andaraí pela BR-242. Da cidade, atravessa-se uma estrada de 14 km com piso de pedra até Igatu, no alto da serra. Lençóis fica a ~90 km, com voo regular de Salvador.

Curiosidades geológicas e patrimoniais

Igatu combina arqueologia, arquitetura e geografia em uma caminhada única. As ruínas narram a ascensão e a queda do maior império do diamante brasileiro, no espaço preservado de um parque nacional local.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais