- Em 22 de março, um caminhão de bombeiros na pista de LaGuardia colidiu com um jato da Air Canada Express durante a aterrissagem, causando a morte dos pilotos Antoine Forest e Mackenzie Gunther.
- O operador do caminhão ouviu o alerta do controlador “stop, stop, stop”, mas não soube para quem era, e o veículo já estava na pista no momento do choque.
- O sistema ASDE-X, que deveria emitir alertas, não gerou aviso sonoro ou visual; as luzes de atravessamento permaneceram acesas até cerca de três segundos antes do acidente.
- A aeronave Air Canada Express CRJ900, com mais de setenta pessoas a bordo, vinha a pouco mais de 30 metros do solo quando recebeu autorização para aterrissar; o caminhão foi autorizado a cruzar a pista 12 segundos antes do impacto.
- A torre de LaGuardia estava mais movimentada que o normal naquela noite, com diversas chegadas e saídas após as 23h, em meio a uma resposta de emergência para um odor incomum a bordo de outra aeronave; foi o primeiro acidente fatal em LaGuardia em 34 anos.
O Helicóptero de combate a incêndio de LaGuardia colidiu com um jato da Air Canada na pista 4, em Nova York, na noite de 22 de março. Segundo o relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes (NTSB), a colisão ocorreu durante o desembarque do Air Canada Express Flight 8646, que já se aproximava da pista quando o caminhão de combate entrou na via.
O caminhão de combate liderava uma escolta de seis veículos, incluindo outros carros de bombeiros, uma escada e um veículo policial, em resposta a um odor forte relatado a bordo de um avião da United Airlines. O objetivo era chegar ao local de uma emergência antes que o odor se agravasse. Ambos os pilotos do Air Canada Express, Antoine Forest e Mackenzie Gunther, morreram na colisão.
O relatório aponta que o controlador de tráfego aéreo havia autorizado a passagem do caminhão pela pista apenas 12 segundos antes da aterrissagem. Em seguida, a aeronave iniciou a manobra de aproximação com velocidade elevada, chegando a aproximadamente 30 metros do solo nos momentos finais.
O operador do canhão rotatório do caminhão ouviu o controlador repetindo o pedido para o atravessamento, mas percebeu que a orientação era para o veículo. Às vésperas do impacto, o caminhão já ocupava parte da pista quando o jato se aproximava.
Sistema ASDE-X não gerou alerta
Conforme o NTSB, o sistema de vigilância de superfície ASDE-X, que deveria alertar sobre veículos na pista, não emitiu aviso sonoro ou visual. O motivo inclui a ausência de transponder no caminhão da brigada e a proximidade de outros veículos, que dificultou o acionamento do alerta.
Os investigadores destacam que o chão da área de pouso apresentava luzes de sinalização que funcionavam como um semáforo para veículos cruzarem, porém essas luzes ficaram acesas até cerca de três segundos antes da colisão.
Segundo o relatório, o controle de tráfego permitiu que o caminhão atravessasse a pista enquanto o Air Canada Express 8646 se aproximava para pouso, com a autorização recebida com cerca de 9 segundos de antecedência ao impacto.
A tragédia marcou o primeiro acidente mortal em LaGuardia em 34 anos, ressaltando falhas de coordenação entre operações de solo e de pouso em um cenário de tráfego intenso após atrasos.
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