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Choro é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil no Dia 23 de abril

IPHAN oficializou o choro como o 53º Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, fortalecendo a preservação e a identidade da música instrumental brasileira

Choro, Chorinho e Chorões é o show que o Memorial da América Latina promove para homenagear um dos maiores expoentes da música instrumental brasileira, o Jacob do Bandolim. A data marca o aniversário de 50 anos da morte do músico. Homenagem a Jacob do Bandolim traz Fábio Peron e Paulo Caruso, entre outros. Local: São Paulo/SP. Data: 13/08/2019. Foto: Governo do Estado de São Paulo.
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  • No dia 23 de abril é celebrado o Dia do Choro, um dos gêneros mais tradicionais da música brasileira.
  • Em 2024, o choro foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como o 53º Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
  • Surgido no século XIX no Rio de Janeiro, o choro mixa influências europeias e africanas, com destaque para improviso e instrumentação como flauta, cavaquinho e violão.
  • As rodas de choro, encontros informais de músicos, foram fundamentais para o desenvolvimento do gênero, que também envolve o bandolim e figuras históricas como Jacob do Bandolim.
  • O patrimônio imaterial é definido como conhecimentos culturais transmitidos entre gerações, essenciais para a identidade cultural brasileira, com foco na preservação e difusão do choro.

O 23 de abril é celebrado como o Dia do Choro, um dos gêneros mais tradicionais da música brasileira. A data reforça a importância do choro para a identidade cultural do país, com reconhecimento institucional recente que amplia sua valorização. Em 2024, o choro foi oficialmente declarado o 53º Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN.

O choro surgiu no século XIX, no Rio de Janeiro, a partir de misturas europeias e africanas. O estilo se caracteriza pela formação instrumental flexível, que normalmente inclui violão, cavaquinho, pandeiro e flauta. A prática das rodas de choro, encontros informais de improvisação, foi fundamental para o desenvolvimento do gênero.

Reconhecimento e origem

O IPHAN formalizou a classificação em 29/02/2024, após decisão unânime do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, com apoio de clubes do choro de Brasília, Santos e Rio de Janeiro. A declaração valoriza não apenas a música, mas as rodas, os músicos e as tradições associadas.

O choro coleciona referências históricas de peso. Entre os pioneiros, está Joaquim Callado, tradicionalmente chamado de pai do choro, pela popularização da flauta e de melodias marcantes como Flor Amorosa. Outros nomes emblemáticos incluem Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Waldir Azevedo.

Elementos e legado

A prática instrumental do choro envolve instrumentos de cordas dedilhadas e sopros, com uma harmonia rica e improvisação ágil. A sonoridade é marcada pela alegria, ritmo ágil e fusão de várias influências musicais, como polcas, lundus, maxixes e modinhas.

O patrimônio imaterial do choro destaca sua função social: rodas de convivência, aprendizado entre gerações e transmissão de conhecimentos culturais. A valorização busca ampliar a difusão e a preservação desse legado que influenciou estilos como a Bossa Nova e a Música Popular Brasileira.

Figura e influência

Entre os nomes citados como pilares do gênero, destaca-se Jacob do Bandolim, expoente do bandolim e autor de composições célebres como Doce de Coco e Brasileirinho. Também aparecem ícones como Pixinguinha, Waldir Azevedo e Ernesto Nazareth, reconhecidos por contribuir ao longo de décadas para a consolidação do choros.

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