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Conpresp retoma votação de recurso para destombar prédio da Escola Panamericana

Conpresp retoma votação sobre destombamento da Escola Panamericana, em Higienópolis; se mantido, perde proteção patrimonial e pode ocorrer demolição

Foto do autor José Maria Tomazela
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  • Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio) vota nesta segunda-feira, 27, o recurso da Keeva Investimentos para destombar o edifício da Escola Panamericana de Arte e Design, na avenida Angélica, Higienópolis.
  • O prédio foi tombado em 2024 por sua relevância na arquitetura pós-moderna paulistana; o recurso alega falta de relevância arquitetônica, urbanística ou afetiva.
  • Aprovado o destombamento, a proteção como patrimônio cultural é retirada e pode haver demolição; em 2021, outro imóvel da Panamericana com características semelhantes foi demolido após mobilização.
  • O edifício é criação do arquiteto Siegbert Zanettini; o tombamento ressaltou a estética high tech como marco da arquitetura e do urbanismo da cidade no final do século XX.
  • Entidades da sociedade civil, como Movimento Defenda São Paulo, APPIT e Coletivo Pró-Higienópolis, acompanham a sessão; caso o tombamento seja mantido, a empresa pode recorrer à Justiça.

O Conpresp será palco nesta segunda-feira, 27, da decisão sobre o destombamento do edifício da Escola Panamericana de Arte e Design, na Avenida Angélica, Higienópolis. A proprietária Keeva Investimentos solicita a retirada da proteção patrimonial, sob o argumento de que o prédio não possui relevância arquitetônica, urbanística ou afetiva.

O tombamento ocorreu em 2024, em reconhecimento à arquitetura pós-moderna do imóvel, projetado pelo arquiteto Siegbert Zanettini. A recuperação ou demolição depende da decisão do conselho, que pode autorizar o fim da proteção cultural.

A situação envolve a Keeva e entidades como o Movimento Defenda São Paulo, APPIT e o Coletivo Pró-Higienópolis, que apoiam a preservação. Eles destacam impacto sobre o sistema de proteção do patrimônio e a paisagem urbana.

O que está em jogo

O recurso apresentado aponta que o valor arquitetônico da obra, de 1998, é considerado comum entre as gerações de estruturas em aço, sem evidência de valor afetivo à população. A defesa ressalta a importância histórica da edificação para a região.

Caso o Conpresp mantenha o tombamento, a Keeva avalia abrir ação na Justiça para reverter a decisão. O desfecho pode redefinir critérios de preservação de imóveis de arquitetura recente na cidade.

Entidades civis reforçam que a deliberação do conselho transcende o caso específico e afeta a preservação de bens representativos da arquitetura paulistana. A sessão é acompanhada por representantes da sociedade civil.

O parecer de tombamento enfatizou a estética high tech da construção, destacando o papel da edificação como marco técnico e urbanístico. A defesa, por sua vez, contesta a excepcionalidade do valor do imóvel.

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