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Estudantes eliminam nome de Leon Black do centro de artes com instalação mofada

Instalação de carne mofada reacende apelo para tirar o nome de Leon Black do centro de artes, intensificando pressão por ação mais rápida da universidade

Dartmouth College in Hanover, New Hampshire.
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  • Estudantes de Dartmouth instalaram tiras de carne moída com aspecto de mofo, intituladas Something Rotten, como bid de protesto para remover o nome de Leon Black do campus.
  • A obra fica na parede de inauguração do Black Family Visual Arts Center, que homenageia Leon Black, Debra Black e familiares da família Black.
  • Something Rotten foi retirada em 14 de abril, uma semana após a abertura da mostra, segundo o Dartmouth.
  • Roan Wade, um dos artistas, disse que a instalação critica uma cultura de violência sexual e de gênero em Dartmouth, anterior e posterior à época de Black como estudante.
  • Grupos estudantis e organizações de ex-alunos pressionam a renomeação do centro, enquanto a direção do colégio informou que vai tratar do tema na próxima reunião de conselho.

O Centro de Artes Visuais da Família Black (BFVAC) da Dartmouth voltou a figurar no noticiário após a retirada de uma obra do exhibition Storage Room. A peça Something Rotten, criada por Erik Siegel e Roan Wade, foi removida do local pouco mais de uma semana após a abertura da mostra.

A instalação consiste em 20 tiras de carne mofadas, dispostas para formar um smile, próxima à parede de dedicatória ao fundador Leon Black, sua esposa Debra e familiares. A peça contesta o tema da doação e a presença do nome do empresário no espaço.

A retirada ocorreu em 14 de abril, conforme reportado pelo Dartmouth. A faixa de texto da obra faz referência a uma frase sobre a paixão de Black por jerky, associando a obra a uma crítica ao patrimônio financiado pelo casal e a liga com Epstein, citado nos contextos da instituição.

Contexto e reações

A peça, de Wade e Siegel, é descrita como provocativa e busca chamar atenção para temas de violência de gênero na universidade. Wade identifica-se como artista anticapitalista e afirmou que a obra aponta para uma cultura de violência já existente no ambiente universitário, anterior e posterior à época de Black.

Tricia Treacy, presidente do departamento de artes, apontou que o desafio está na localização da peça na parede de dedicação, e não no espaço expositivo principal. A instituição não confirmou se há imagens da obra expostas na galeria Nearburg.

Perspectivas institucionais e próximos passos

A discussão sobre renomear o BFVAC também ganhou força entre grupos de estudantes e organizações de ex-alunos. Segundo fontes locais, a administração planeja tratar o tema na próxima reunião do conselho de trustees em junho.

Entidades estudantis afirmam que apenas estudar o tema da nomenclatura já seria insuficiente. Mesmo sem uma decisão, a pressão continua para que o campus revise o legado de doações associadas a Epstein e a Black, com base em dados públicos disponíveis.

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