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Igreja de 1762 em Mariana, com Aleijadinho e Ataíde, é tesouro rococó

Mariana abriga a maior joia rococó mineira, com Aleijadinho e Mestre Ataíde, cuja restauração preserva o teto e a identidade artística colonial

Igreja em Mariana destaca transição para o estilo rococó com obras de Aleijadinho
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  • A igreja de São Francisco de Assis, em Mariana, foi erguida em 1762 e consolidou o rococó no Brasil colonial, com a participação de Aleijadinho e Mestre Ataíde.
  • A fachada marca a transição do barroco para o rococó, com linhas mais leves, curvas e medalhões de pedra-sabão; o medalhão frontal foi esculpido por Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho).
  • O IPHAN realiza restaurações para estabilizar as torres circulares e preservar os sinos históricos, mantendo a integridade do conjunto na antiga capital de Minas Gerais.
  • O teto da nave central, pintado por Manuel da Costa Ataíde, tem perspectiva ilusionista; a Virgem Maria aparece cercada por anjos com traços mestiços, inovação na arte sacra brasileira.
  • Mariana concentra a Praça Minas Gerais como atração central; a cidade fica a 110 km de Belo Horizonte e abriga um conjunto colonial valorizado pela igreja, pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo e pelo Pelourinho.

A Igreja de São Francisco de Assis, erguida em 1762 em Mariana, Minas Gerais, é reconhecida como marco do rococó no Brasil colonial. Com contribuições de Aleijadinho e Mestre Ataíde, o templo figura entre os tesouros da arte sacra mineira.

A fachada simboliza a transição estética, deixando o barroco pesado para trás e adotando linhas mais leves com medalhões de pedra-sabão. O medalhão frontal foi esculpido por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, expressão da nova harmonia estrutural.

A preservação da igreja é monitorada pelo IPHAN, que realizou restaurações para estabilizar torres circulares e conservar os sinos históricos da primeira capital mineira. A recuperação visa manter a integridade do conjunto.

A assinatura do rococó na nave e nas pinturas

O teto da nave central revela o talento de Manuel da Costa Ataíde, com perspectiva ilusionista que sugere abrir-se ao céu. A Virgem Maria aparece cercada por anjos de traços mestiços, marcando inovação na arte sacra brasileira.

A importância de Mariana como polo cultural é atestada por indicadores locais: fundação do município em 1696, população estimada de 61.387 habitantes e a Praça Minas Gerais como eixo do centro histórico. A distância até Belo Horizonte é de 110 km.

O conjunto da Praça Minas Gerais e o panorama histórico

A igreja compõe a Praça Minas Gerais ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Carmo e do Pelourinho, formando um dos cenários coloniais mais fotografados do Brasil. A disposição arquitetônica evidencia o peso da Igreja e das Irmandades na era do ouro.

| Elemento Artístico | Rococó (São Francisco) | Barroco Joanino Clássico |

| Revestimento | Talha dourada sobre branco | Ouro excessivo em paredes |

| Linhas da Fachada | Torres circulares e frontões curvos | Torres quadrangulares e pesadas |

Conservação, piso centenário e tombas

O piso de madeira abriga sepulturas da elite da irmandade; a circulação de visitantes é controlada para evitar desgaste. A restauração recente devolveu o brilho da talha dourada nos altares laterais, preservando o espírito da época.

Para quem busca entender o Ouro e a identidade mineira, Mariana oferece uma leitura direta pela Igreja de São Francisco de Assis, documento vivo da história colonial. A visita revela como a madeira, a pedra-sabão e o ouro moldaram uma expressão artística única.

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