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Médico distingue ansiedade de arritmia cardíaca

Coração acelerado pode indicar arritmia, não apenas ansiedade; diagnóstico depende do padrão do episódio, exigindo avaliação médica

Ilustração colorida de coração - Metrópoles
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  • Coração acelerado, falta de ar e aperto no peito podem indicar ansiedade ou arritmia; o diagnóstico depende do padrão do episódio (gatilho emocional vs início/fim abruptos).
  • Às vezes, o episódio ocorre durante o sono sem desencadeante, o que pode indicar taquicardia paroxística.
  • Crises de ansiedade ativam o sistema nervoso simpático, liberam adrenalina e podem provocar batimentos extras em pessoas predispostas.
  • Sinais que justificam avaliação médica: tontura ou desmaio, dor no peito associada, falta de ar desproporcional ou episódios repetidos.
  • Pessoas com doença cardíaca previa, histórico familiar de morte súbita ou jovens com episódios durante exercício devem receber avaliação antes de retornar à atividade.

O cardiologista Rafael Vilanova, do Complexo Hospitalar de Niterói, alerta que coração acelerado, falta de ar e aperto no peito podem sinalizar ansiedade ou arritmia. O diagnóstico exige cuidado para não confundir os quadros.

A diferença está no curso do episódio. Na ansiedade, há gatilho emocional e os sintomas costumam cessar com a resolução da situação. Já a arritmia tende a surgir e terminar de forma abrupta, sem motivo claro.

Há casos em que o coração dispara sem qualquer desencadeante aparente, principalmente durante a noite. Outra possibilidade é a taquicardia paroxística, descrita por pacientes como uma virada no peito, sugestiva de episódios agudos.

Sinais de alerta e conduta médica

Qualquer episódio que assuste o paciente merece avaliação médica. Tontura, desmaio, dor no peito associada ou falta de ar desproporcional ao esforço elevam a urgência.

Quem tem histórico de doença cardíaca, como insuficiência, infarto ou válvulas comprometidas, também precisa de avaliação rápida. Jovens atletas com episódios durante o exercício demandam investigação antes de retomar atividades intensas.

Pacientes com predisposição familiar a arritmias graves devem receber atenção especial, pois podem ter maior risco de complicações. Em todos os casos, o objetivo é esclarecer se há arritmia ou apenas resposta transitória ao estresse.

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