- A Polícia Federal pediu nova prisão preventiva dos funkeiros MC Ryan SP e Poze do Rodo após o STJ ter autorizado a soltura em caráter liminar nesta quinta-feira, alegando novos elementos.
- O STJ mandou soltar os dois nessa quinta, mas a PF emitiu nova ordem de prisão citando: integridade da prova, prevenção de interferência na investigação, necessidade de aprofundar perícias em telefones e aparelhos, risco de reiteração e gravidade concreta dos fatos.
- A defesa de MC Ryan disse estar perplexa com o caráter extemporâneo do pedido, e afirmou que um alvará já teria sido expedido pela Quinta Vara Federal da Justiça de Santos, sem afetar a soltura.
- O caso Narco Fluxo envolve suposto esquema de lavagem de dinheiro com movimentação de R$ 1,6 bilhão; foram cumpridos 33 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão, com apreensões como carros de luxo, dinheiro em espécie, armas e um colar com imagem de Pablo Escobar.
- Foram determinadas medidas de bloqueio de bens e restrições societárias para preservar ativos e assegurar possível ressarcimento aos cofres públicos.
A Polícia Federal solicitou nesta quinta-feira a prisão preventiva dos envolvidos na operação Narco Fluxo, mesmo após o Superior Tribunal de Justiça ter autorizado a soltura em liminar de MC Ryan SP e Poze do Rodo. A PF sustenta novos elementos que justificam a medida.
Os dois funkeiros haviam sido presos há oito dias pela investigação de lavagem de dinheiro que, segundo apurações, teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. O STJ havia determinado a soltura, mas a PF apresentou novo pedido de detenção.
Novo pedido e motivações
A PF aponta cinco fundamentos para manter a prisão: integridade de provas, prevenção de interferência, necessidade de aprofundar investigações de aparelhos, risco de reiteração delitiva e gravidade concreta dos fatos.
A defesa de MC Ryan reagiu, dizendo que a medida é extemporânea e questionou o cumprimento de requisitos da preventiva. O advogado informou que o alvará já estava expedido e que o pedido não altera a soltura.
Contexto da operação Narco Fluxo
A força policial deflagrou a operação em 10 estados e no Distrito Federal, com 33 prisões temporárias e 45 buscas, 33 pedidos cumpridos dos 39. Entre os alvos, bens de alto valor e itens como carros de luxo, dinheiro, armas e equipamentos.
A investigação descreve um esquema de ocultação de valores, envolvendo grandes operações financeiras, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com criptomoedas. O montante total detectado supera R$ 1,6 bilhão.
Medidas administrativas aplicadas
Foram bloqueados bens e restrições societárias dos investigados para preservar ativos e facilitar eventual ressarcimento aos cofres públicos. As medidas visam impedir a continuidade de atividades ilícitas.
Entre na conversa da comunidade