- O Turner Prize de 2026 anunciou os quatro indicados: Simon (Simeon) Barclay, Kira Freije, Marguerite Humeau e Tanoa Sasraku, com prêmio de £ 25 mil para o vencedor.
- A mostra dos indicados acontece no Middlesbrough Institute of Modern Art, vinculado à Teeside University, marcando a primeira exibição em ambiente acadêmico.
- Críticos já se dividiram: há quem considere a edição mais contida e menos polêmica, contrastando com o histórico do prêmio por obras conceituais mais provocativas.
- O Guardian comentou que o prêmio parece “um pouco tímido, com receio e seguro”, enquanto o diretor do Tate Britain, Alex Farquharson, elogiou a diversidade de obras e o foco na prática escultórica.
- Sobre os indicados: Barclay apresenta a performance The Ruin, freije destaca esculturas de aço em exposição no Hepworth Wakefield; Humeau traz esculturas de grande escala exibidas em Copenhagen e Helsinque; Sasraku mostra instalações sobre o petróleo na ICA London.
O Turner Prize, um dos mais tradicionais prêmios de arte britânica, anunciou hoje seus indicados para 2026. Os quatro artistas concorrem ao prêmio de 25 mil libras, com a expectativa de apresentar seus trabalhos em uma mostra que acontecerá no Middlesbrough Institute of Modern Art, em Teeside, sob organização da Tate Britain. A edição deste ano traz a primeira exibição da mostra dos indicados em um ambiente acadêmico, no âmbito da Middlesbrough University.
A curadoria destacou a diversidade de propostas, com foco em instalações e performance. O público poderá conferir as obras em espaços como o Teeside University e o Middlesbrough Institute of Modern Art, refletindo sobre temas conceituais e desdobramentos contemporâneos. A escolha segue o formato tradicional, mas já gerou discussões sobre o risco artístico associado ao prêmio.
Indicados e detalhes
Simeon Barclay
Barclay concorre com *The Ruin*, performance apresentada no Institute of Contemporary Arts em Londres, no Hepworth Wakefield e no New Art Exchange, em Nottingham. O trabalho usa monólogo falado para abordar identidade britânica, masculinidade e classe, tendo como base a experiência do artista em Huddersfield.
Kira Freije
Freije é reconhecida por uma exposição solo no Hepworth Wakefield, realizada em parceria com o Modern Art Oxford. A mostra reuniu esculturas em metal, com partes do corpo isoladas e elementos como cortinas e móveis, em obras geralmente moldadas a partir de pessoas próximas ao processo criativo.
Marguerite Humeau
Humeau, conhecida internacionalmente, teve mostra em espaços como a Bienal de Veneza, Palais de Tokyo e museus na Finlândia. Nomeada por uma exposição realizada no ARKEN, em Copenhague, e no Helsinki Art Museum, a artista apresenta esculturas de grande escala que exploram figuras de futuros pós-humanos ou de tempos passados.
Tanoa Sasraku
Sasraku integra a lista por uma exposição no ICA London, com instalações que discutem o petróleo e as histórias associadas ao seu comércio. A artista mais jovem entre os indicados apresentou esculturas, trabalhos em papel e cinema, combinados em uma instalação que equilibra ironia e seriedade.
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