- Prisão preventiva de 36 investigados na Operação Narco Fluzo foi decretada pela 5ª Vara Federal de Santos, incluindo MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira (Choquei).
- Magistrado afirmou haver provas concretas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa, com movimentação que ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
- Golden Cat seria o eixo central para arrecadação de resources das apostas ilegais, operando por meio de intermediadoras financeiras de alto risco, empresas de fachada e contas de passagem.
- MC Ryan SP é apontado como líder e beneficiário final; Raphael Sousa Oliveira é descrito como operador de mídia da organização, divulgando conteúdos favoráveis e gerindo crises de imagem.
- Prisões não possuem prazo definido; juízo ressaltou a necessidade de manter custódia para evitar destruição de provas digitais e reorganização do esquema.
Em decisão nesta quinta-feira (23), o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, determinou a prisão preventiva de 36 suspeitos na Operação Narco Fluzo. Entre eles estão os artistas MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. A medida visa assegurar a ordem pública e a instrução criminal diante de novos elementos apresentados pela PF. A decisão ocorreu momentos após o STJ ter concedido habeas corpus aos presos da operação.
A PF aponta uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro de apostas e rifas ilegais, com movimentação superior a 1,6 bilhão de reais. A investigação descreve uma engrenagem com intermediárias financeiras de alto risco, empresas de fachada e contas de passagem, além de remessas à empresa Golden Cat, apontada como eixo central para a captação de recursos do grupo.
A liderança e o esquema
Segundo o documento, MC Ryan SP seria o líder e beneficiário final, supostamente integrando empresas de produção musical para mesclar receitas lícitas com o capital das apostas. A defesa de Ryan sustenta que a medida é extemporânea e que não havia necessidade de prisão preventiva no momento adequado. Ack de que a decisão não observa individualização de motivos específicos em relação a Raphael Sousa Oliveira.
Raphael Sousa Oliveira, identificado como operador de mídia da organização, estaria recebendo valores da estrutura para veicular conteúdos pró-artista e promover plataformas de apostas, além de atuar na gestão de crises de imagem relacionadas às investigações. A autoridade judicial afirma que a prisão preventiva continua necessária para evitar a espera de danos processuais e a possível ocultação de provas digitais.
A determinação enfatiza que a soltura pode permitir a manipulação de evidências e a reorganização do esquema, com risco de destruição de ativos digitais. As prisões não têm prazo definido e permanecem sob custódia até nova avaliação judicial.
O que dizem as defesas
A defesa de MC Ryan SP alega que a decretação ocorreu após o habeas corpus, questionando a temporalidade e a fundamentação da preventiva. A defesa de Raphael Sousa Oliveira afirma que a argumentação não apresenta elementos concretos que justifiquem a custódia, e que haverá recursos nos tribunais competentes para contestar a decisão.
A CNN Brasil apurou que o caso envolve, ainda, a empresa Golden Cat, apontada como central na movimentação financeira. A reportagem buscou manifestações oficiais das defesas, sem sucesso no momento.
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