- Megaoperação interestadual desarticula grupo de tráfico e lavagem de dinheiro, suspeito de movimentar cerca de R$ 30,5 milhões; operação ocorre em Curitiba (PR), Itapema (SC) e Maceió (AL) e prende 11 pessoas.
- A base principal ficava no bairro Parolin, em Curitiba, e a liderança era conduzida à distância por dois homens que já respondiam a condenações.
- Ao todo estão sendo cumpridos 41 mandados: 13 prisões preventivas, 15 buscas e apreensões e 13 ordens de bloqueio e sequestro de ativos; cerca de 150 policiais participam, com uso de helicópteros e cães.
- Até a tarde de hoje, foram apreendidos R$ 17,3 mil em espécie, US$ 149, uma pistola 9 mm e oito veículos.
- A investigação, iniciada em junho de 2025, aponta domínio territorial, envolvimento com homicídios e uma complexa operação de lavagem envolvendo familiares, empresas de fachada e várias contas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Uma operação interestadual desarticulou um grupo acusado de movimentar cerca de 30,5 milhões de reais com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação aconteceu nesta sexta-feira (24), em Curitiba (PR), Itapema (SC) e Maceió (AL), com o objetivo de cumprir mandados e avançar nas investigações. A base principal do grupo ficava no bairro Parolin, em Curitiba, e a liderança era exercida por dois homens com histórico criminal.
Os investigadores afirmam que a organização transferiu o cumprimento de pena do Paraná para Alagoas, mantendo a liderança em atuação remota. Segundo o delegado Ricardo Casanova, o afastamento geográfico serviu para coordenar o narcotráfico sem estar sob vigilância direta, delegando o gerenciamento tático diário a um integrante no Parolin.
Ao todo foram emitidos 41 mandados, incluindo 13 de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 13 de bloqueios e sequestros de ativos. A operação contou com cerca de 150 policiais, apoio de helicópteros e cães de faro. Até a hora da publicação, 11 pessoas haviam sido presas e itens foram apreendidos, entre eles R$ 17,3 mil, 149 dólares, uma pistola 9 mm e oito veículos.
Detalhes da operação
A investigação, iniciada em junho de 2025, busca desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas que atingiu diversos estados. A Polícia Civil aponta que o grupo ganhou força após neutralizar uma organização rival e dominar o território no Parolin.
Entre 2018 e 2025, o grupo movimentou aproximadamente 30,5 milhões de reais, com lucros provenientes do narcotráfico. Parte dos recursos era utilizada para manter o luxo das lideranças, conforme apurações. Para ocultar a origem criminosa, o esquema de lavagem envolvia familiares, empresas de fachada e redes de atuação fragmentada.
“O capital era inserido no sistema financeiro por meio de depósitos fracionados em caixas eletrônicos e lotéricas, seguidos de transferências para contas de passagem”, detalhou Casanova. Em recente operação, a polícia também apreendeu na capital paranaense uma casa‑cofre com quase 494 mil reais em espécie, além de máquinas de contagem e drogas.
Além do tráfico, a investigação aponta vínculos com diversos homicídios na região, incluindo ações contra lideranças rivais. As apurações ressaltam a necessidade de atuação integrada entre a Delegacia de Homicídios, a Denarc e a inteligência da Polícia Militar para mapear a rede criminosa.
Imagens da operação foram divulgadas pela assessoria de imprensa, mostrando ações de policiais, equipamentos e itens apreendidos. As investigações seguem para registrar novas prisões e cumprir demais mandados conforme o andamento das apurações.
Entre na conversa da comunidade