- O policial militar Cristiano Domingues, ex-marido de Silvana Aguiar, é suspeito de envolvimento na morte de três membros da família Aguiar e segue preso.
- Ele teria usado IA para simular a voz de Silvana e enviar áudio aos pais, atraindo-os para a casa da filha, onde o aguardava.
- Silvana e os pais, Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, e Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, continuam desaparecidos.
- A perícia mostrou que os celulares de Silvana e de Cristiano estavam na região de Gravataí no dia do suposto acidente; hipótese foi descartada.
- No inquérito, já há seis prisões, 14 mandados de busca e apreensão, 34 testemunhas ouvidas e mais de 20 mil páginas de investigação.
O PM Cristiano Domingues, ex-marido de Silvana de Aguiar, é investigado por participação no sumiço de Silvana e de dois pais da vítima, ocorridos no Rio Grande do Sul. Ele teria utilizado Inteligência Artificial para simular a voz da ex-companheira e atrair os familiares à casa da filha, onde o aguardava. A Polícia Civil aponta indícios de feminicídio.
Cristiano Domingues ficou preso, sob suspeita de envolvimento no sumiço da família Aguiar e de feminicídio contra Silvana. Outros cinco suspeitos também foram indiciados. Os registros de perícia indicam que o áudio manipulado foi enviado para os pais para encaminhar a visita à residência dele.
Segundo as investigações, o áudio falado como Silvana chegou aos pais dias após o sumiço da medida inicial. No conteúdo, a voz simulada dizia que Silvana estava bem, mas que houve um acidente, para mobilizar os familiares até a casa onde Cristiano o aguardava.
A Polícia Civil informou que Silvana teria desaparecido em 24 de janeiro. No dia seguinte, os pais registraram o sumiço, mas constataram a ausência de resposta. A linha investigativa aponta que o celular de Silvana e de Cristiano esteve na região de Gravataí na data do suposto acidente.
A partir de confrontos de dados, a polícia descreve que, ao enviar o áudio adulterado, Cristiano convenceu Isail Vieira de Aguiar a ir até a casa da filha. Depois desse encontro, o pai não foi visto, e dias depois a mãe também desapareceu. A cada etapa, novas linhas de atuação foram rastreadas pela força policial.
Caso em desenvolvimento
O inquérito, aberto em janeiro, já resultou em seis prisões, 14 mandados de busca e apreensão e solicitações de quebra de sigilo. Ao todo, 34 testemunhas foram ouvidas. O material soma mais de 20 mil páginas e continua em apuração pela PCRS.
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