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Rodovia de 97 km de cascalho no Alasca, rota mais isolada ao coração do parque

McCarthy Road, 97 km de cascalho no Alasca, é a rota mais isolada ao coração do Wrangell-St. Elias, com sinal inexistente e ausência de serviços

Estrada remota de cascalho atravessa terrenos selvagens isolados no interior do Alasca
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  • A McCarthy Road, com 97 quilômetros de cascalho no interior do Alasca, cruza o Wrangell-St. Elias National Park.
  • É a via terrestre mais isolada até o coração do maior parque nacional dos Estados Unidos, terminando numa ponte de pedestres sobre o Rio Kennicott.
  • Não há comércio, serviços ou sinal de celular ao longo do trajeto, exigindo planejamento e preparo logístico.
  • A via foi construída sobre o leito da antiga Copper River and Northwestern Railway, e há cravos de ferro que podem perfurar pneus, além de pontes de madeira de mão única.
  • No fim do percurso, chega-se à mina de Kennecott, com geleiras visíveis ao longo da estrada; recomenda-se levar pneu sobressalente, ferramentas, kit de primeiros socorros e estar ciente de que o seguro de aluguel pode ser anulada nesse caminho.

A McCarthy Road, no interior do Alasca, possui 97 km de cascalho bruto que atravessam regiões glaciais e isoladas. A estrada serve como a via terrestre direta para o coração do Wrangell-St. Elias National Park, o maior parque nacional dos Estados Unidos em extensão. O trajeto é reconhecido pela sua rusticidade e pelo desafio que impõem as condições naturais ao viajante.

A via entra no parque e não leva até vilarejos; ao fim do percurso, o visitante encontra a ponte de pedestres sobre o Rio Kennicott, exigindo deslocamento a pé para chegar ao destino final. A ausência de asfalto, comércio ou serviços de resgate aumenta o grau de dificuldade da travessia. O serviço de área natural alerta sobre a falta de sinal de celular na maior parte do caminho, demandando planejamento cuidadoso.

Desafios e riscos da estrada de cascalho

A rodovia foi construída sobre o leito abandonado da Copper River and Northwestern Railway, o que preserva traços da antiga ferrovia. Por isso, chaverones de ferro podem emergir do cascalho, especialmente após chuvas, causando furos nos pneus. Além disso, pontes de madeira de mão única elevam o nível de cautela, com piso irregular que exige redução de velocidade para proteger a suspensão do veículo.

Não há postos, mecânicas ou pontos de apoio ao longo do trajeto. A combinação de terreno acidentado, clima extremo e isenção de infraestrutura aumenta a necessidade de preparação logística. O Governo do Alasca destaca a importância de carregar suprimentos suficientes para emergências e de checar o estado do veículo antes de iniciar a travessia.

O que aguarda no coração do parque

Ao final da jornada, o viajante chega à antiga mina de cobre Kennecott, um complexo de madeira vermelha que permaneceu abandonado desde a década de 1930. O conjunto é considerado um dos mais bem preservados avanços de mineração histórica na região. Da estrada, destacam-se geleiras maciças visíveis, entre elas a Root Glacier.

O roteiro é descrito por fontes oficiais do estado como uma experiência extrema, sugestiva a motoristas com perfil off-road e interesse histórico. O ponto de chegada fica na ponte sobre o Kennicott, com a atração principal localizada na antiga usina de concentração da mina, de até 14 andares.

Preparação para emergências mecânicas no deserto branco

A recomendação é levar, no mínimo, um pneu sobressalente completo, ferramentas de troca e macaco potente. Itens de sobrevivência essenciais incluem kit de primeiros socorros, água potável e provisões de alimento para eventual permanência no veículo. Observação importante: locadoras costumam negar cobertura de seguro se o veículo for utilizado na McCarthy Road, tornando a autossuficiência uma condição de retorno seguro.

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