- A Sabesp pintou o Reservatório de Água da Vila Mariana, tombado como patrimônio cultural, sem autorização.
- Vistoria da prefeitura aponta que a intervenção deu ao conjunto aparência de brinquedo infantil e pode ter causado danos de difícil reversão.
- A pintura, no fim do ano passado, integrou a identidade visual da Sabesp, com branco, azul, balões coloridos e logotipo.
- A multa prevista pelo Departamento do Patrimônio Histórico é de 40% do valor venal; também pode haver acordo por meio de Termo de Ajustamento de Conduta.
- A decisão sobre o tombamento e o recurso surge na pauta do Conpresp na próxima segunda-feira (27).
O que aconteceu é a pintura de um conjunto de patrimônio na Vila Mariana pela Sabesp, sem autorização dos órgãos de proteção. A intervenção ocorreu no fim do ano passado e alterou a aparência do Reservatório de Água, tombado como patrimônio cultural.
Quem está envolvido inclui a Sabesp, responsável pela obra, e o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) da prefeitura, que aponta irregularidade. O conjunto envolve o reservatório circular, a torre de 1960 e o chafariz histórico, símbolos da região.
Quando e onde ocorreu? A pintura foi realizada em 2025 no Reservatório de Água da Vila Mariana, em São Paulo, um marco histórico desde 1914. A prefeitura apura como a ação impactou a preservação do conjunto.
Por quê foi questionada a intervenção? A vistoria aponta que a pintura conferiu ao local aparência de brinquedo infantil e pode ter causado danos de difícil reversão, especialmente à torre de concreto. A obra também desrespeita diretrizes de tombamento.
Medidas e próximos passos
O DPH indicou uma multa que corresponde a 40% do valor venal do bem. Também existe a possibilidade de um acordo por meio de TAC para regularização da situação. A decisão será discutida pelo Conpresp na próxima reunião.
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