- O AEC Routemaster foi produzido entre 1954 e 1968 pelas fabricantes AEC e Park Royal Vehicles, totalizando 2.876 unidades.
- Tornou-se símbolo das ruas de Londres desde 1956, com plataforma traseira aberta e cor vermelha para visibilidade.
- Tinha chassis e carroceria em liga de alumínio, reduzindo peso, e embarque com plataforma contínua que permitia subir e descer em movimento.
- Contava com manutenção rápida, com frente do veículo removível para troca de motor, operando quase até meados dos anos dois mil; aposentado em dezembro de 2005 por exigências de acessibilidade.
- Atualmente várias unidades estão preservadas e utilizadas em turismo patrimonial, eventos e rotas nostálgicas no centro de Londres.
Com 2.876 unidades fabricadas a partir de 1956, o AEC Routemaster tornou-se o ícone imortal das ruas de Londres. O ônibus de dois andares com plataforma aberta definiu o transporte público da capital britânica por décadas, estampando cartões-postais no mundo todo.
A cor vermelha vibrante foi escolhida para facilitar a visibilidade em dias de neblina, característica marcante da cidade. A plataforma traseira aberta permitia embarque e desembarque em movimento, conferindo agilidade ao serviço.
Inovações e engenharia
A construção combinou técnicas da aviação com o que havia de mais moderno na época. O chassi e a carroceria, em liga de alumínio, reduziram o peso e melhoraram a eficiência. A configuração de motor dianteiro com tração traseira era um marco para a mobilidade urbana.
Outra característica decisiva foi o sistema de manutenção rápida: o motor e o eixo dianteiro formavam um submódulo removível. Técnicos substituíam a frente do veículo e devolviam o Routemaster às ruas em poucas horas.
Descontinuação e legado
O Routemaster permaneceu em operação regular até meados dos anos 2000. O encerramento ocorreu principalmente por exigências de acessibilidade para cadeirantes, incompatíveis com o design original de degraus. Em 2005, a operação diária foi oficialmente encerrada.
Ainda hoje, dezenas de unidades são preservadas por museus, empresas de turismo patrimonial e colecionadores. Diversas rotas nostálgicas percorrem o centro de Londres, permitindo visitas a bordo e viagens que remetem ao período de auge do modelo.
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