- Um juiz espanhol determinou que o Museo del Prado segure uma pintura atribuída a Diego Velázquez, no centro de um divórcio entre o magnata do aço José María Aristrain e a ex-esposa Gema Navarro.
- A obra foi encaminhada ao Prado por intervenção do Estado, após Navarro apresentar uma queixa de retenção indevida, e o Ministério da Cultura a designou como guardiã, com a obra retirada da residência em Madrid em quinze de março para o armazenamento do museu.
- O retrato de Filipe quarto, ligado aos primeiros anos de Velázquez em Madri, está no centro da disputa, com debates entre especialistas sobre se a versão exibida é uma réplica autógrafa e sobre seu estado de conservação.
- A pintura já havia aparecido em leilões; em dois mil e sete não houve venda sequer com lance inicial de dois milhões e oitocentos mil dólares, e em dois mil e quinze Navarro a adquiriu por € 878 mil com recursos próprios, segundo o jornal El País.
- Embora o casal tivesse um acordo de separação de bens, a obra permaneceu na residência de Aristrain após a separação, o que levou o tribunal a transferi-la para o controle estatal e, por ora, o Prado atua apenas na guarda, não em exibição.
O Museo del Prado, em Madrid, foi encarregado por um juiz espanhol de manter uma pintura atribuída a Diego Velázquez sob custódia. O quadro está no centro de uma disputa de divórcio entre o magnata do aço José María Aristrain e a ex-esposa Gema Navarro. A decisão envolve o acervo público diante de um litígio privado.
A obra chegou ao Prado após intervenção do Estado. Navarro havia apresentado uma queixa de que a peça poderia ter sido mantida indevidamente longe dela. O juiz, com o apoio de promotores, determinou que o Ministério da Cultura assumisse a custódia, e o ministério designou o museu como guardião.
O trabalho foi retirado da residência de Aristrain em Madrid e transferido para o depósito do museu em 17 de março. Permanecerá lá enquanto a propriedade não for definitivamente definida entre as partes envolvidas.
No centro do conflito está um retrato de Felipe IV ligado aos primeiros anos de Velázquez em Madrid. Outra versão da mesma composição está no acervo do Prado, gerando debates sobre se a peça é uma cópia autêntica do artista. Peritos divergem quanto à pincelada e ao estado de conservação.
O quadro já apareceu em leilões anteriores. Em 2007, não teve lance inicial de 2,9 milhões de dólares, com dúvidas sobre a atribuição. Em 2015, reapareceu com estimativa menor e foi adquirido por Navarro, com recursos próprios, segundo o jornal espanhol.
Apesar de o casal ter se separado sob um acordo de separação de bens, a obra permaneceu na casa de Aristrain após a ruptura. Com o acesso à pintura contestado, o tribunal optou pela tutela estatal em vez de deixá-la com uma das partes.
Por ora, o Prado não exibe a obra, atuando como guardião. A situação transforma uma disputa familiar privada em uma batalha de custódia pública envolvendo uma das raras pinturas de Velázquez fora de mãos institucionais.
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