- 61% dos frequentadores de igrejas protestantes estão preocupados com a influência da IA no cristianismo; entre evangélicos, esse percentual é de 67%.
- Sobre o uso de IA para preparar sermões, 44% não veem problema, 43% discordam (24% fortemente) e 13% estão indecisos.
- A adoção entre pastores é baixa e desigual: 10% usam regularmente, 32% estão experimentando, 18% evitam, 18% aguardam exemplos; 20% simplesmente ignoram.
- Entre as denominações, presbiterianos e reformados têm maior preocupação (64%), seguidos por batistas (62%), enquanto metodistas ficam em 48%.
- Principais preocupações apontadas por pastores: 84% dizem que conteúdos gerados por IA podem ter erros, 81% é difícil garantir fontes confiáveis e 76% acreditam que há vieses; 62% temem que usuários não divulguem a IA, e 59% mencionam possível plágio.
Três em cada cinco frequentadores de igrejas protestantes nos Estados Unidos dizem temer a influência da inteligência artificial no cristianismo, aponta estudo da Lifeway Research. A pesquisa analisa como a IA pode afetar fé, doutrinas e a prática religiosa, incluindo se pastores devem usar a tecnologia em sermões.
O estudo combinou uma pesquisa telefônica com 1.003 pastores protestantes (setembro de 2025) e uma pesquisa online com 1.200 frequentadores de igrejas protestantes (setembro do ano anterior). A margem de erro é de cerca de 3 pontos percentuais em cada levantamento.
Entre os fiéis, 61% manifestaram preocupação com o efeito da IA na fé, com 67% entre evangélicos, frente a 55% entre não evangélicos. Ainda, 44% não veem problema em usar IA para preparar sermões, enquanto 43% são contrários, e 13% estão indecisos.
Tendências e diferenças
Frequentadores menos assíduos mostram maior abertura ao uso de IA (48%) do que os que vão à igreja semanalmente (42%). Além disso, 49% de não evangélicos são a favor, contra 40% entre evangélicos. Em relação a gênero, homens apresentam menos preocupações do que mulheres.
Sobre a temática de sermões, 42% veem valor em um sermão que aplique princípios bíblicos à IA, 43% são contrários e 25% discordam fortemente. Jovens tendem a aceitar mais a ideia do tema em sermões, com maiores índices entre 18-29 e 30-49 anos.
Em relação aos pastores, apenas 10% são usuários regulares de IA, enquanto 32% experimentam a tecnologia. Outros 18% aguardam evidências de utilidade, 18% evitam e 20% ignoram. A adoção tende a ser maior entre jovens, moradores de áreas urbanas e lideranças de congregações maiores.
Preocupações centrais
Entre as preocupações com IA no ministério, destacam-se erros no conteúdo gerado (84%), dificuldade em confirmar fontes confiáveis (81%) e vieses nas conclusões (76%). A divulgação de uso de IA como colaboradora é motivo de preocupação para 62% dos pastores.
No que diz respeito a responsabilidades e ética, 59% mencionaram riscos de plágio, e 55% afirmaram que Deus se comunica por meio de pessoas, não pela máquina. Mulheres evangélicas mostraram maior propensão a levantar preocupações em comparação com clérigos tradicionais.
Pastores de diferentes tradições apresentam perfis variados de aceitação. Luteranos e batistas mostram maior resistência, com alta proporção que diz ignorar ou evitar a IA, enquanto a Igreja da Santidade registra maior propensão a experimentar e usar a tecnologia. Adesão também varia conforme tamanho da congregação.
A Lifeway ressalta que, independentemente do nível de adoção, a maioria dos pastores aponta ao menos uma preocupação sobre IA no ministério, especialmente quanto a precisão de conteúdos e à confiabilidade das fontes. Informações foram coletadas pela Folha Gospel com base em The Christian Post.
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