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Maximalistas do silêncio: desligar notificações é autocuidado tecnológico

Maximalistas do Não Perturbe silenciar notificações 24/7 vira prática de autocuidado tecnológico, gerando debate entre respeito social e isolamento

Foto: Xataka
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  • Em 2026, surge o movimento dos “maximalistas do Não Perturbe”, com usuários mantendo notificações silenciadas 24 horas por dia, sete dias por semana.
  • Vídeos sobre o tema ganham milhões de visualizações no TikTok, com debates nos comentários entre quem vê como autocuidado e quem critica a falta de consideração com os outros.
  • A prática é vista como uma resposta à hiperconectividade, associada ao desgaste causado pelo uso constante de smartphones.
  • O The New York Times já apontou a mudança de etiqueta social, de “não ligue depois das 22h” para “não ligue nunca”, conforme descrito pelo panorama atual de comunicação.

Em 2026, a hiperconectividade atingiu níveis sem precedentes. Em meio ao ruído constante, cresce a prática de silenciar notificações 24h por dia. A tendência é chamada de maximalistas do ‘Não Perturbe’, segundo a reportagem da Wired.

Esses usuários consideram o silêncio constante uma forma de autocuidado tecnológico. Vídeos celebrando o modo monge ou o uso ininterrupto do Não Perturbe acumulam milhões de visualizações no TikTok. O debate nos comentários polariza opiniões sobre respeito e conforto.

A mudança de etiqueta social se acentuou nos últimos quinze anos. O The New York Times já apontava, no passado, que a regra seria evitar ligar após certos horários. Hoje, ligações não avisadas são vistas como intrusivas e assustadoras.

A prática envolve desativar som, vibração e alertas de apps. Ao optarem pelo silêncio contínuo, os maximalistas buscam reduzir estresse, ansiedade e dependência de checagens constantes. O movimento ganha adeptos entre jovens e adultos conectados.

Especialistas reconhecem a rapidez da adesão, mas destacam riscos de isolamento social. Pesquisas apontam impactos variados na comunicação, produtividade e saúde mental, variando conforme contexto e necessidade de contato.

O fenômeno coloca plataformas digitais no centro do debate sobre bem-estar. Em ambientes corporativos e familiares, surgem discussões sobre equilíbrio entre disponibilidade e privacidade. A tendência não traz, por si só, uma solução única.

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