- O Barbados Heritage District, que envolve o Newton Enslaved Burial Ground, continua em construção perto de Bridgetown, com data de conclusão ainda não anunciada.
- O projeto, anunciado em dezembro de 2021 pelo primeiro-ministro Mia Amor Mottley, integra memorial, museu nacional, arquivo e centro de artes cênicas.
- A previsão inicial era concluir em 2024, mas as obras sofrem atrasos devido à ampliação do escopo de digitalização, aumentos de capacidade técnica, interrupções na cadeia de suprimentos e um incêndio no Departamento de Arquivos em 2024.
- O Complexo NPAC (Centro Nacional de Artes Performáticas) teve a primeira fase aberta em agosto de 2025, com as obras do memorial em andamento.
- Em fevereiro de 2025, Barbados formalizou um empréstimo de 75 milhões de dólares (BB$150 milhões) com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe para financiamentos culturais, com ênfase na governança e transparência pública.
O Barbados Heritage District avança aos poucos perto de Bridgetown, em terreno anteriormente descrito como impróprio para cultivo. Hoje, torres de correção e maquinário ocupam o local onde ficará o Newton Enslaved Burial Ground Memorial, um dos maiores cemitérios comunitários de africanos escravizados nas Américas.
O projeto, anunciado em 2021 pelo Primeiro-Ministro Mia Amor Mottley, integra memorial, museu nacional, arquivo, centro de artes performáticas e espaço de contemplação. A obra é parte do Road (Reclaiming Our Atlantic Destiny), sob a gestão do Ministério da Cultura.
O cronograma inicial previa a conclusão em 2024, mas o plano tem sido revisado. Avanços incluem a primeira fase do NPAC (pavimento temporário) aberto em 2025 e o início das obras do memorial. A ampliação do escopo puxou o atraso.
Contexto
O Newton’s Enslaved Burial Ground é significativo não apenas pela dimensão, mas pelos vestígios de práticas funerárias encontradas. Estima-se que pelo menos 570 corpos estejam enterrados no local, com indícios de sepultamentos além dos limites demarcados.
Profissionais ligados ao Road Programme apontam que a preservação exige padrões de pesquisa, conservação e governança que perduram além de cada etapa da obra. A reconstrução do arquivo envolve ampla digitização e gestão documental.
Financiamento e gestão
Em 2025, Barbados firmou um empréstimo de 75 milhões de dólares (BB$150 milhões) com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe para infraestrutura cultural. O financiamento externo reforça a estratégia de política cultural no contexto da república.
A parceria com a University of the West Indies, desde 2022, integrou Barbados ao SlaveVoyages, consolidando a relação entre acervo local e pesquisa internacional. O projeto visa inserir a ilha em uma moldura global de estudo histórico.
Desafios e participação pública
Em janeiro de 2025, membros da Barbados Museum and Historical Society pediram a suspensão das obras, citando consulta pública e respeito ao cemitério. Um abaixo-assinado pediu pausa, mas não houve dano comprovado ao solo.
Autoridades prometeram novas consultas e uma pausa temporária para rituais cerimoniais. A gestão do projeto busca equilibrar avanços técnicos, memória histórica e participação da comunidade.
Desdobramentos
O distrito histórico e o processo de digitalização buscam colocar Barbados no centro da memória coletiva sobre a escravidão no Atlântico. O desafio é manter transparência financeira, governança e participação pública ao longo do tempo.
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