- A Joby Aviation mostrou um avião elétrico de decolagem e pouso vertical, que voou de JFK, em Queens, para Manhattan em cerca de dez minutos, com preço similar a um serviço de carro premium.
- O veículo não é helicóptero: tem seis hélices e asas que ajudam no voo, com decolagem e aterrissagem verticais e propulsão inclinável para voo horizontal.
- Durante o voo, a empresa afirma que o som fica em torno de 45 decibéis, significativamente menor que o de um helicóptero, além de ter ruído reduzido durante decolagens e aterrissagens.
- Os voos de teste em Nova York ainda estão sujeitos à certificação da Administração Federal de Aviação (FAA) e, por ora, ocorrem apenas sobre a água.
- Mesmo com promessas de menor impacto sonoro e ambiental, a disponibilidade comercial ainda é incerta, devendo atender, inicialmente, a usuários com alto poder aquisitivo.
It’s not a helicopter, mas sim uma aeronave de decolagem e aterrissagem vertical totalmente elétrica. Nos últimos dias, moradores de Nova York observaram voos de teste da Joby Aviation entre o aeroporto JFK, no Queens, e Manhattan.
A empresa afirma que o veículo pode chegar a velocidades de até 200 mph, completando o trajeto em cerca de 10 minutos. O design fica entre drone e helicóptero, com propulsores dispostos em seis hélices que se inclinam para o voo.
Detalhes operacionais e viabilidade
Eric Allison, chefe de produto da Joby, explicou que a aeronave não é um helicóptero. O veículo levanta com seis hélices, que ficam para cima na decolagem e aterrissagem e se inclinam para frente no voo, combinando asas com hélices.
Durante os voos de teste, a empresa ressaltou que a aeronave é mais silenciosa que um helicóptero. Em altitude de 1.000 pés, a assinatura sonora é descrita como praticamente inaudível. Em solo, o ruído de decolagem e aterrissagem é perceptível, mas não detalhado pela companhia.
Contexto local e recepção
Helicópteros são comuns em Nova York, com voos turísticos frequentes ao redor de Manhattan. A Joby propõe que a operação elétrico-vertical reduza ruídos e emissões, atraindo o debate público sobre voos não essenciais na cidade.
Organizações que atuam contra barulho de helicópteros, como Stop the Chop, defendem que as emissões de CO2 de helicópteros são elevadas. A entidade sustenta estimativas de 950 lb de CO2 por hora por helicóptero, comparação que a Joby contesta ao apresentar o veículo como zero emissões durante o voo.
Perspectivas, certificação e custo
Os testes recentes ocorreram sobre áreas aquáticas, com aprovação limitada pela FAA. A certificação da administração atual está em andamento, o que limita operações em terra na prática.
Quanto ao custo, a empresa diz que o preço de uma passagem entre Manhattan e JFK ficaria semelhante ao de um serviço de carro premium. Em comparação, o transporte público da região apresenta tarifas bem inferiores.
Implicações para o futuro
Se aprovados os rumos regulatórios, a tecnologia da Joby pode alterar o cenário de mobilidade aérea em cidades grandes. Por ora, as viagens exibidas servem como demonstração de viabilidade, sem previsão de expansão imediata para o dia a dia dos moradores.
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