- Seis meses após a megaoperação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha, a violência na Penha segue praticamente inalterada.
- Levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta ao menos 35 tiroteios no Complexo da Penha desde então, média de quase seis por mês, com cerca de 40% ocorrendo durante ações policiais.
- Também houve 18 baleados no período, sendo metade durante operações policiais.
- A operação de 28 de outubro de 2025 ficou marcada como a mais letal da história do Brasil, com 122 mortos (117 civis e 5 policiais); foram 113 presos e 10 menores apreendidos.
- O conjunto logístico envolveu cerca de 2.500 agentes, drones, dois helicópteros, 32 blindados e 12 veículos de demolição; entre os alvos estavam 30 membros da facção oriundos de outros estados.
Seis meses após a megaoperação mais letal da história do Rio de Janeiro, a rotina de violência nos Complexos da Penha e do Alemão não apresentou queda significativa. Dados do Instituto Fogo Cruzado mostram tiroteios constantes e saldo de baleados ainda expressivo.
O levantamento aponta ao menos 35 tiroteios no Complexo da Penha desde a operação, uma média de quase seis por mês. Cerca de 40% dos episódios ocorreram durante ações policiais. No período anterior, foram 37 registros no mesmo intervalo.
Ao todo, 18 pessoas foram baleadas nos seis meses seguintes à ação, metade durante operações. A megaoperação ocorreu em 28 de outubro de 2025, envolvendo as polícias Civil e Militar.
O que foi a operação
A Operação Contenção teve como alvo o Comando Vermelho e envolveu 2.500 agentes, drones, dois helicópteros, 32 blindados e 12 veículos de demolição. O objetivo era cumprir 100 mandados de prisão e desarticular lideranças.
O ataque foi considerado a operação mais letal do país, com 122 mortos, sendo 117 civis e 5 policiais. Ao todo, 113 presos foram registrados e 10 menores apreendidos.
Entre os detidos, destacam-se integrantes do CV, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, braço direito de Doca ou Urso. Doca continuou foragido até o momento.
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