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Vazamento de dados do Pix expõe mais de 10,2 milhões de telefones desde 2021

Banco Central aponta 23 vazamentos de chaves Pix desde 2021, expondo 10,2 milhões de telefones e 10,1 milhões de CPFs; CNJ lidera com 46,8 milhões de chaves desprotegidas

Vazamentos de números de telefones, CPFs e e-mails veio de uso do Pix
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  • Desde 2021, ao menos 23 vazamentos de chaves Pix expuseram mais de 10,2 milhões de telefones, 10,1 milhões de CPFs e 6,7 milhões de e-mails, aponta o Banco Central.
  • O maior vazamento partiu do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com 46,8 milhões de chaves desprotegidas em julho de 2025; mais de 25 milhões continham dados pessoais, e 20,7 milhões eram números aleatórios.
  • O segundo pior incidente ocorreu no Banco do Estado de Sergipe, que vazou telefones de 414 mil clientes em agosto de 2021.
  • O levantamento foi feito pela organização Fiquem Sabendo, por meio da Lei de Acesso à Informação.

Desde 2021, ocorrências de vazamento envolvendo chaves Pix expuseram dados sensíveis de usuários. O conjunto de informações aponta para falhas de proteção em diversas instituições que lidam com o serviço de pagamentos instantâneos.

Ao todo, o Banco Central registrou 23 vazamentos notificados no período. Esses incidentes expuseram mais de 10,2 milhões de números de telefone, 10,1 milhões de CPFs e 6,7 milhões de e-mails. Os dados foram obtidos por meio de levantamento exclusivo.

O maior caso ocorreu no CNJ. Em julho de 2025, o órgão deixou 46,8 milhões de chaves desprotegidas, sendo que mais de 25 milhões continham dados pessoais como CPFs, telefones ou e-mails. Ao menos 20,7 milhões eram números aleatórios.

Principais incidentes

O segundo maior vazamento ocorreu no Banco do Estado de Sergipe. Em agosto de 2021, foram expostos os números de telefone de cerca de 414 mil clientes.

A apuração foi realizada pela organização sem fins lucrativos Fiquem Sabendo, por meio da Lei de Acesso à Informação. A+dados foram divulgados sem identificação de responsáveis.

Contexto e desdobramentos

A análise compilada aponta a gravidade dos impactos para a privacidade dos cidadãos. A exposição de CPFs, telefones e e-mails aumenta riscos de uso indevido, incluindo golpes e tentativas de fraude.

O estudo enfatiza a necessidade de medidas de proteção mais robustas. Instituições públicas e privadas são instadas a revisar sinceramente práticas de segurança, controle de acesso e monitoramento de vazamentos.

Sobre a divulgação

O levantamento é apresentado pela Fiquem Sabendo, organização que atua na transparência pública. Os números refletem ocorrências registradas e notificadas ao BC, com base em dados fornecidos por órgãos oficiais.

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