- Demolição manual do Caveirão, prédio inacabado na Sé, começou nesta quarta-feira; não será por implosão para evitar impactos a 31 imóveis tombados, incluindo igrejas centenárias.
- Trabalhos ocorrem andar por andar, em 23 pavimentos, com britadeiras e cortadores de metal; operários ficarão suspensos por cintos de segurança.
- A obra envolve 8.856 m² de área construída e deverá terminar em novembro de 2026; a demolição foi contratada pela prefeitura por R$ 6 milhões.
- A decisão judicial ocorreu por não cumprimento de sentença de 2024 pelo proprietário, Rivaldo Sant’Anna, que contesta o estágio estrutural do edifício e acusa pressões públicas.
- A prefeitura afirma não haver definição de desapropriação; o proprietário diz ter tentado recuperar o imóvel desde 2015 e aponta denúncias de ocupações anteriores.
O Caveirão, prédio-garagem inacabado no centro de São Paulo, teve início nesta quarta-feira (29) a demolição realizada manualmente pela prefeitura. A ação visa derrubar o edifício para evitar danos a 31 imóveis tombados na região, incluindo duas igrejas históricas: a Ordem Terceira do Carmo e a Nossa Senhora da Boa Morte.
A demolidora contratada pela prefeitura, por R$ 6 milhões, executa o trabalho com britadeiras, cortadores de metal e operários suspensos por cintos de segurança. A obra ocorre andar por andar, ao longo de 23 pavimentos, com conclusão prevista para novembro de 2026.
O procedimento não é por implosão para evitar impactos nos imóveis vizinhos, cuja proteção inclui telas e calhas. A ordem de derrubada parte das lajes, seguindo para vigas, paredes e pilares, com o entulho removido por dutos.
A gestão municipal de Ricardo Nunes destaca que ainda não há decisão sobre desapropriação do imóvel. O proprietário, Rivaldo Sant’Anna — conhecido como Ricco — afirma que o prédio não estaria comprometido estruturalmente e que houve obstáculos da prefeitura para sua recuperação desde 2015.
Sant’Anna comprou o edifício em 2014 por R$ 2,5 milhões. Segundo ele, o imóvel abrigava 53 famílias na época da venda e sofreu novas ocupações nos anos seguintes. Vistorias da Defesa Civil em 2018 e 2020, e da própria empresa demolidora, apontaram riscos e degradação da estrutura.
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