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EMS, Fleury e Anvisa avaliam potencial da semaglutida

Anvisa pode liberar genéricos de semaglutida neste semestre; patente expirou em março e cerca de vinte pedidos já buscam produção no Brasil

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  • A Anvisa deve liberar ainda neste semestre a venda de genéricos e similares de semaglutida, usada para obesidade e diabetes, após a expiração da patente em março.
  • Segundo o diretor da Anvisa, há cerca de vinte pedidos de empresas interessadas em produzir os medicamentos no Brasil.
  • Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, afirma que a demanda reprimida é gigante e que a empresa investiu R$ 1,2 bilhão para criar uma fábrica no interior de São Paulo; ainda não revelou o preço das novas canetas.
  • Jeane Tsutsui, CEO do Fleury, destacou a alta taxa de obesidade no Brasil (aproximadamente 30%) e o papel da combinação entre medicação e mudança de estilo de vida na longevidade.
  • O tema foi discutido na Health Conference promovida pelo Brazil Journal em São Paulo, evento patrocinado por Hapvida, EMS, Fleury, Mediccont e Mevo; vídeos dos painéis serão publicados pelo site do Brazil Journal.

A Anvisa deve liberar ainda neste semestre a comercialização de genéricos e similares de medicamentos à base de semaglutida, usados para tratar obesidade e diabetes. A patente da molécula expirou em março, e há cerca de 20 solicitações de empresas interessadas em produzir e vender os fármacos no país, segundo o diretor da agência.

A EMS, que investiu R$ 1,2 bilhão para montar uma fábrica no interior de São Paulo, afirma que a demanda reprimida é enorme e que o preço poderá destravar o volume de vendas. Em relação ao valor das canetas, a empresa não detalha o custo por questões estratégicas, mas aponta que o preço deve favorecer o crescimento do mercado. Na Índia, onde a patente também expirou, já há medicamentos vendidos a cerca de US$ 14.

Jeane Tsutsui, CEO do Fleury, destacou que a obesidade atinge aproximadamente 30% da população brasileira, quase o dobro da média global. Ela ressaltou que ampliar o uso das canetas pode contribuir para reduzir o peso de doenças associadas, como as cardiovasculares, hoje a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. Entretanto, reforçou que o efeito depende da combinação entre medicamento e mudanças no estilo de vida.

Health Conference

O tema da discussão faz parte da Health Conference promovida pelo Brazil Journal nesta semana, em São Paulo. O evento contou com patrocínio de Hapvida, EMS, Fleury, Mediccont e Mevo. Os painéis complementares do encontro serão disponibilizados no site do Brazil Journal.

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