- Ministério Público do Rio prende cinco em operação contra a nova cúpula do jogo do bicho na zona oeste, com 18 mandados de busca e apreensão cumpridos; prisões ocorreram por porte ilegal de armas.
- Os presos e o material apreendido foram encaminhados para a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).
- Um dos alvos era um galpão usado para guardar veículos empregados no recolhimento e transporte do dinheiro obtido com a atividade ilegal.
- A investigação aponta que o grupo seria chefiado por Marcos Paulo Moreira da Silva, conhecido como Marquinho Sem Cérebro, já preso; ele seria responsável por exploração de caça-níqueis, bingos clandestinos, lavagem de dinheiro e homicídios na região desde 2021.
- A operação ocorre em meio a disputas pelo controle do jogo do bicho após a morte de Fernando de Miranda Iggnácio, com a defesa de Marquinho não localizada até o momento.
O Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu cinco pessoas em flagrante nesta quinta-feira (30) durante uma operação contra a suposta nova cúpula do jogo do bicho na zona oeste da capital. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. As prisões ocorreram por porte ilegal de armas de fogo e os detidos, junto com o material apreendido, foram encaminhados à DRCPIM.
A investigação aponta um grupo chefiado por Marcos Paulo Moreira da Silva, conhecido como Marquinho Sem Cérebro, como a atual liderança da organização. Ele já se encontra preso em outra ação, segundo o MP.
Entre os alvos, havia ainda um galpão utilizado para guardar veículos empregados no recolhimento e transporte do dinheiro proveniente da atividade criminosa, conforme apurado pela força-tarefa.
Contexto e desdobramentos
O grupo é investigado por explorar máquinas caça-níqueis e bingos clandestinos na região. O MP aponta que a organização atuava não apenas com jogos de azar, mas também com lavagem de dinheiro e uma série de homicídios registrados desde 2021.
A morte de Fernando de Miranda Iggnácio, considerado um antigo chefe do contrabando e associado ao grupo, é citada como marco de disputa pelo controle do jogo do bicho no Rio. Iggnácio foi assassinado em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto.
Marquinho, ex-fuzileiro, teria ampliado seu espaço dentro da contravenção após a morte de Iggnácio. A investigação aponta ainda disputas internas pelo comando da organização, com impactos na atuação em bairros como Bangu.
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