- Nova perícia contratada pela família sugere que a morte de PC Siqueira pode ter sido por asfixia com fio de fone de ouvido, divergindo da conclusão oficial de suicídio.
- O laudo aponta que lesões no pescoço seriam compatíveis com o fio preto encontrado no local, já encaminhado à delegacia para perícia complementar.
- As investigações iniciais indicaram suicídio na presença da ex-namorada, que afirmou que ele manifestou a intenção de se matar.
- O Ministério Público determinou uma análise comparativa entre o fio do fone e as marcas no corpo, baseada em registros fotográficos da perícia inicial, sem previsão de exumação.
- O processo tramita em segredo de justiça; houve uma reconstituição no prédio onde ele morava em janeiro, com participação de o síndico e de uma vizinha, e a ex-namorada não foi entrevistada.
Uma nova perícia levanta dúvidas sobre as circunstâncias da morte do influenciador PC Siqueira. O laudo particular encomendado pela família aponta que a causa da morte pode ter sido estrangulamento com um fio de fone de ouvido, divergindo da versão oficial das autoridades.
A família de Paulo Cezar Goulart Siqueira contratou um perito independente após questionar o resultado do inquérito policial. A investigação aponta suicídio por uso de uma cinta de catraca, objeto único apreendido no apartamento em dezembro de 2023.
O novo parecer sustenta que o óbito ocorreu por asfixia provocada por um fio fino, não por enforcamento. As lesões no pescoço seriam compatíveis com um fio de fone de ouvido preto apreendido no local e encaminhado à delegacia para perícia complementar.
Investigações e encaminhamentos
Segundo o documento, o fio do fone localizado no ambiente seria analisado para confrontar com as marcas encontradas no corpo. O Ministério Público determinou que a Polícia Civil realize uma análise comparativa entre o fio e as evidências da perícia inicial.
A perícia complementar será feita com base em registros fotográficos da análise anterior, já que não há, no momento, previsão de exumação. O caso completa um ano desde o ocorrido, sem definição de conclusão pública.
O processo tramita em segredo de Justiça. Em janeiro, houve uma reconstituição no prédio onde PC Siqueira morava, na zona sul de São Paulo. A ex-namorada não participou, alegando motivos pessoais; o síndico e uma vizinha que prestou socorro acompanharam os trabalhos.
PC Siqueira morreu aos 37 anos, e era reconhecido como pioneiro na produção de conteúdo digital no Brasil, com vídeos de humor, críticas sociais e temas da cultura pop.
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