- Prefeitura de São Paulo iniciou a demolição manual do edifício Caveirão, no Centro Histórico, após disputa judicial que autorizou o processo.
- O imóvel, na Rua do Carmo, Sé, começou a ser erguido em 1964, tem 25 andares e nunca foi concluído.
- O custo inicial previsto é de R$ 6 milhões; a demolição busca remover um antigo símbolo de degradação e melhorar a segurança da região.
- O método é top-down, manual, sem uso de explosivos, com entulho removido por dutos nas lajes para manter o canteiro organizado.
- O término está previsto para novembro deste ano, com redes de água, energia e gás desligadas durante toda a obra.
A Prefeitura de São Paulo iniciou, na quarta-feira (29), a demolição manual do edifício conhecido como Caveirão, no Centro Histórico. O prédio inacabado desde 1964 fica na Rua do Carmo, Sé, tem 25 andares e um subsolo. A intervenção visa eliminar um antigo símbolo da cidade, melhorar a segurança e a organização da região.
A demolição foi viabilizada após disputa judicial conduzida pela Procuradoria-Geral do Município, que autorizou o procedimento com ressarcimento pelos proprietários. O investimento previsto é de cerca de R$ 6 milhões, segundo a prefeitura. A medida busca valorizar o centro e reduzir impactos ambientais e urbanos causados pelo esqueleto estrutural.
A intervenção será feita de forma manual e de cima para baixo, em função da ocupação no entorno e de imóveis tombados próximos. O método evita explosões e utiliza dutos para retirar entulho das lajes, mantendo organizado o canteiro de obras. Atualmente, equipes trabalham na cobertura do último andar com marteletes e maçaricos.
O processo continuará até o segundo pavimento, quando serão adotados métodos mecanizados para acelerar a conclusão. Durante toda a obra, redes de água, energia e gás permanecem desligadas. A conclusão total está prevista para novembro deste ano.
Contexto de execução
A demolição é acompanhada pela administração municipal e pela Secretaria das Subprefeituras, com foco na recuperação urbanística do entorno da avenida Liberdade e da região central. A prefeitura destaca a retirada de um elemento histórico que, segundo o poder público, contribui para a melhoria da paisagem urbana.
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