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Brasileira rebate distorção de MrBeast e mostra vídeo de reunião durante parto

Brasileira processa a Beast Industries por assédio e discriminação; diz ter sido obrigada a trabalhar durante licença-maternidade e no parto, contestando a versão da empresa

Lorrayne Mavromatis processa empresa de MrBeast por assédio e discriminação. Foto: Evan Agostini/Invision/AP e @lorraynemavromatis via Instagram
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  • Lorrayne Mavromatis processa a Beast Industries, empresa de MrBeast, por assédio e discriminação, apresentando mensagens fora de contexto e acusações de tratamento desigual.
  • Ela rebateu a versão da empresa de que aceitou gravar com Neymar Jr no Brasil voluntariamente, dizendo que a tarefa era do canal principal e não do seu setor.
  • A influenciadora afirma ter sido chamada para trabalhar durante a licença-maternidade e teve a data de início da licença alterada pela empresa, com pressão excessiva de tarefas.
  • Lorrayne diz ter feito uma reunião durante o trabalho de parto, contradizendo a versão da empresa, e apresentou gravações feitas no hospital.
  • A Beast Industries nega as acusações, afirma que a ação busca ganhos financeiros, e sustenta que houve reestruturação que extinguiu cargos, sem registros formais de assédio durante o período.

Lorrayne Mavromatis processa a Beast Industries, empresa de MrBeast, por assédio e discriminação. A ação ganhou divulgação após a influenciadora apresentar documentos e gravações aos tribunais dos EUA. O processo tramita em tribunal federal da Carolina do Norte.

Ela afirma que a empresa publicou mensagens suas fora de contexto e que a cobrança de tarefas durante a licença-maternidade foi intensificada. Lorrayne relata pressão para trabalhar enquanto estava afastada, com mudanças no início da licença.

A influenciadora também contestou a versão de que não participaria de uma reunião durante o parto, citando gravações que seriam feitas no hospital. O relato inclui mensagens recebidas após o nascimento.

Reação da Beast Industries

A Beast Industries negou as acusações de assédio sexual, retaliação e ambiente hostil. A empresa chamou a denúncia de tentativa de ganho financeiro e comentou possuir provas que contestariam a versão apresentada.

A defesa afirmou que a brasileira foi desligada em meio a uma reestruturação que atingiu várias áreas. Segundo a companhia, não houve registro formal de denúncias de assédio durante o período de trabalho de Lorrayne.

A empresa também disse que o relato da suposta reunião em trabalho de parto seria distorcido. Em nota, a Beast Industries afirmou que as mensagens internas, documentos e testemunhos apresentados não comprovam o alegado assédio.

Acusações da brasileira

Na ação pública, Lorrayne descreve ambiente de trabalho que, segundo ela, tinha desigualdade de gênero e episódios de assédio. Ela cita desvalorização de ideias femininas e reconhecimento de sugestões apenas quando feitas por homens.

Segundo a queixa, a ex-executiva foi rebaixada e demitida poucas semanas após retornar da licença-maternidade, o que, na visão dela, agravou impactos profissionais e emocionais. O processo foi apresentado nos EUA e é acompanhado por veículos internacionais.

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