- A investigação aponta responsabilidade de médica prescritora, técnica de enfermagem que aplicou a adrenalina e dois diretores do hospital pelo caso de Benício, de 6 anos, que morreu em Manaus.
- O erro ocorreu na prescrição e na aplicação de adrenalina intravenosa, com três doses de 3 ml a cada 30 minutos.
- Benício foi encaminhado ao Hospital Santa Júlia em 22 de novembro com tosse seca e suspeita de laringite; piorou rapidamente após a medicação.
- Ele foi levado à UTI, sofreu paradas cardíacas e a família ficou perto de quatorze horas no hospital durante o atendimento.
- O Fantástico acompanha o caso, que já teve cobertura sobre a demora de laudos e relatos de falhas no atendimento.
O caso Benício ganha desfecho parcial na investigação: médico prescreveu, enfermeira aplicou e diretores do hospital são apontados como responsáveis pela morte de uma criança em Manaus. A conclusão aponta falha na prescrição e na aplicação de adrenalina intravenosa. A vítima tinha 6 anos e chegou ao hospital com tosse leve.
Benício foi levado ao Hospital Santa Júlia no dia 22 de novembro, com suspeita de laringite. Segundo a família, houve prescrição de lavagem nasal, soro e um medicamento para tosse, além de três doses de adrenalina, 3 ml cada uma, aplicadas a cada 30 minutos pela técnica de enfermagem.
A piora foi rápida: o garoto ficou pálido, com os membros arroxeados e relatou sensação de que o coração queimava. Ele foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva, onde sofreu paradas cardíacas. A família aguardou por quase 14 horas dentro do hospital.
Investigação aponta responsáveis
O inquérito concluiu que houve erro na prescrição de adrenalina e na sua aplicação. Além da médica que fez a prescrição, a técnica de enfermagem que aplicou a injeção também é citada pela polícia. Dois diretores do hospital também foram responsabilizados pela morte de Benício.
As autoridades informaram que a apuração envolve a verificação de protocolos de atendimento, dosagens administradas e tempo de resposta à piora clínica. O caso continua aberto para a conclusão de diligências e laudos complementares.
Contexto e desdobramentos
Imagens e depoimentos avaliados mostram o momento do atendimento, o estado da família e a experiência de espera durante o atendimento. A apuração já envolve a coleta de documentos médicos e informações sobre a cadeia de comando no hospital.
A imprensa acompanha a investigação em andamento, com foco na verificação de responsabilidades e de eventuais falhas sistêmicas que possam ter contribuído para o desfecho. Não há confirmação de culpa sobre pessoas específicas até o momento.
Seguimento
A família aguarda os desdobramentos legais e a divulgação de novos laudos periciais. O hospital informou que está colaborando com as autoridades e que não comentará o caso enquanto as investigações estiverem em andamento. O Fantástico divulgou parte do material documental relacionado ao caso.
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