- Dono da Taca Coxinha, em Ilha de Mosqueiro, Belém, mostrou em vídeo o descarte de 45 quilos de massa de churros por risco para a equipe.
- O vídeo, publicado em 28 de março, já tem mais de 1 milhão de visualizações e gerou grande repercussão online.
- Segundo ele, a massa fazia “pipoca” no óleo e poderia causar queimaduras; testes não mostraram possibilidade de reaproveitamento ou de preparo seguro.
- Especialistas afirmam que restos de alimentos podem ser doados apenas se estiverem seguros para consumo; descarte é operação sanitária obrigatória. A RDC 216/2004 da Anvisa regulamenta o tema.
- O restaurante inaugurou em 2024, faturando cerca de R$ 800 mil no primeiro ano, e há sugestões de melhorar gestão para reduzir perdas, como planejamento de demanda e controle de estoques.
Uma lanchonete de Belém chamou a atenção das redes com um vídeo que mostra o dono, Charles Wanzeler, jogando 45 quilos de massa de churros no lixo. A postagem, feita pela Taca Cozinha, ocorreu em março e viralizou, gerando debate online sobre desperdício e bastidores.
No material, Wanzeler afirma que a massa não poderia mais ser utilizada na cozinha por representar risco para os funcionários, pois a fritura gerava explosões na gordura. Ele classifica a produção como um prejuízo a ser compartilhado.
O empresário explicou que o vídeo foi criado para viralizar e ampliar a visibilidade do estabelecimento, que fica na Ilha de Mosqueiro, em Belém. A publicação já soma mais de 1 milhão de visualizações e milhares de comentários.
A Taca Coxinha abriu em 2024, com coxinhas de massas específicas para cada sabor. O negócio já virou referência na região e registrou faturamento de cerca de R$ 800 mil no primeiro ano. O Instagram mantém ação contínua com público.
Doação de alimentos e normas sanitárias
Especialista explica que resíduos de restaurantes só podem ser doados ou reutilizados se estiverem seguros para consumo, sem perda de qualidade sanitária. Descarte é decisão sanitária obrigatória em casos como vencimento, temperatura inadequada ou alterações sensoriais.
Para descarte correto, estabelecimentos devem seguir a RDC 216/2004 da Anvisa, que regula normas de serviços de alimentação. A norma visa impedir riscos de doenças por alimentos inadequados e orientar boas práticas.
Profissional aponta ainda que planos de gestão ajudam a reduzir perdas. Entre as medidas estão planejamento de demanda, ficha técnica, padronização de receitas, controle de estoques e monitoramento de perdas.
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