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Livro resgata vivências de Rosa Kliass, referência do paisagismo brasileiro

Livro reúne a trajetória de Rosa Grena Kliass e seu papel na consolidação do paisagismo brasileiro e de cidades mais verdes

A obra 'O livro da Rosa: vivência e paisagens' traz histórias de vida de Rosa Grena Kliass, mostrando a trajetória múltipla da arquiteta paisagista, essencial para a consolidação do campo no Brasil. No sentido horário, retrato da arquiteta paisagista e imagens do livro que trazem a fotografia de Rosa Kliass acompanhada de Jorge Wilheim (1987) e imagem que ilustra o início do último capítulo do livro
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  • O livro, lançado em 2019 pela Romano Guerra Editora, apresenta Rosa Grena Kliass como narradora de sua própria história e de seus projetos.
  • A obra, organizada por Lúcia Costa e Maria Cecília Barbieri Gorski, reúne entrevistas, depoimentos, fotografias e desenhos que vão da infância até a consolidação como referência no paisagismo.
  • Dividido em nove capítulos, o texto acompanha a trajetória da arquiteta em décadas, destacando intervenções em cidades como São Paulo e Salvador, além de projetos no norte do Brasil.
  • Entre as realizações, aparecem a Avenida Paulista e o Vale do Anhangabaú em São Paulo, o Parque do Abaeté e o Parque de Esculturas do MAM-BA em Salvador, bem como o Mangal das Garças em Belém.
  • A produção envolveu três anos de trabalho e deu ênfase ao espaço público, à relação entre arquitetura, arte e paisagem, à voz direta de Rosa e à preservação de seu legado profissional.

O livro O livro da Rosa – vivência e paisagens resgata a trajetória da arquiteta paisagista Rosa Grena Kliass. Publicado pela Romano Guerra Editora em 2019, ele coloca Rosa como narradora de sua própria história, conectando vida, projetos e cidade.

A obra reúne memórias, entrevistas, fotografias e desenhos que vão desde a infância de Rosa em São Roque até sua consolidação no paisagismo. O texto é organizado pelas organizadoras Lucia Costa e Maria Cecília Barbieri Gorski, a partir de entrevistas com Rosa e depoimentos de quem a acompanhou.

A coleta de material durou cerca de 3 anos. O processo priorizou a voz direta de Rosa, com foco nas vivências que deram origem aos seus projetos, em vez de uma organização tradicional centrada nas obras.

Processo de construção

A publicação surgiu do desejo de Rosa de reunir histórias de vida e obras. O formato abriu espaço para conversas guiadas pela própria autora, mantendo a narrativa em primeira pessoa e em diálogo com colaboradores.

A curadoria do acervo foi feita pela equipe ao lado de Rosa. As organizadoras destacam que as fotos não são apenas ilustrações, mas parte da linha narrativa que costura memórias e projetos.

A equipe definiu a seleção de imagens por etapas, incluindo uma triagem afetiva, seguida de revisões pelos editores e designers. A presença de desenhos é enfatizada como elemento essencial.

Trajetória e propostas

O livro divide-se em nove capítulos e percorre uma década de cada etapa da vida de Rosa, cruzando a história das cidades brasileiras com a atuação da paisagista. O leitor acompanha a infância, a formação na FAU-USP e a consolidação de sua prática.

Entre os destaques, estão intervenções em São Paulo, como Vale do Anhangabaú, Avenida Paulista e Parque da Juventude, além de ações em Salvador, como o Parque do Abaeté e o Museu de Arte Moderna da Bahia. Projetos que marcaram a paisagem urbana brasileira são apresentados ao longo da obra.

A obra enfatiza o espaço público, a relação entre arquitetura, arte e natureza, e a atuação de Rosa em diferentes regiões, com especial foco no norte do país. O Mangal das Garças, em Belém, é citado como exemplo de leitura integrada entre cidade e ambiente.

O lançamento e o impacto

O lançamento reuniu profissionais, colaboradores e amigos de Rosa para celebrar a trajetória e o legado da arquiteta. O evento foi descrito como emocionante, com uma fila de público que refletiu a importância da obra.

Além de registrar uma vida profissional marcante, o livro é apresentado como um arquivo coletivo que reforça a influência de Rosa no paisagismo brasileiro. As organizadoras destacam a função de transmissão de legado e de cooperação entre profissionais.

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