- Quatro pessoas morreram por deslizamentos na Região Metropolitana de Recife; entre as vítimas estão duas mães e dois filhos, e há duas pessoas ainda desaparecidas.
- O volume de água acumulado nas últimas quarenta e oito horas chega a quase duzentos milímetros; Recife permanece em estado de alerta e cerca de mil pessoas foram para abrigos públicos.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou apoio federal, com a atuação da Defesa Civil Nacional e da Força Nacional do Sistema Único de Saúde, além de medidas para decretar estado de calamidade pública.
- Autoridades mantêm contatos entre governo federal, estadual e municipais para coordenar as ações de resposta e assistência às vítimas.
- Na Paraíba, chuvas intensas também são registradas, com cidades em alerta e duas mortes em Guarabira por eletrocutação; cidades como João Pessoa e outras também apresentaram risco de alagamentos.
O temporal que atinge a Região Metropolitana de Recife desde sexta-feira (1º/5) deixou quatro mortos em desabamentos. Em Olinda, uma mulher de 20 anos e o bebê de seis meses não resistiram aos escombros de uma casa. Na Zona Norte do Recife, outra mulher de 24 anos e o filho de 6 também morreram, enquanto o pai e a filha de 1 ano e meio foram resgatados com vida. Bombeiros trabalham para localizar duas pessoas desaparecidas.
A Defesa Civil de Pernambuco aponta volume de água próximo a 200 mm nas últimas 48 horas. A capital pernambucana permanece em estado de alerta, com cerca de mil pessoas obrigadas a deixar as casas e buscar abrigos públicos. O quadro de chuva intenso também elevou o risco hidrológico e urbano na região.
Ajuda federal e ações do governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao ministro da Integração Regional, Waldez Góes, o envio de apoio imediato às autoridades locais. A Defesa Civil Nacional foi acionada para reconhecer emergências e deslocar técnicos à área. Equipes já estão a caminho de Pernambuco.
Lula ainda mobilizou o Ministério da Saúde para acionar a Força Nacional do SUS, com atendimento às vítimas. Uma das primeiras medidas é a decretação de estado de calamidade pública no estado e nas cidades atingidas, para agilizar liberação de recursos.
Repercussos políticos e governamentais
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, destacou o reconhecimento sumário da situação e a adoção rápida de medidas para minimizar impactos. O governo enfatiza a atuação integrada entre esferas federal, estadual e municipal.
Segundo a Defesa Civil de Pernambuco, sete municípios da Grande Recife e da Zona da Mata estão em alerta. Registros apontam fortes acumulados como Goiana (181 mm), Abreu e Lima (145 mm) e Paulista (143 mm; dados de 24h). Em Recife, há pontos de alagamento.
Situação na Paraíba
Na Paraíba, há chuvas intensas com alerta laranja para parte do estado. Em Guarabira, dois homens morreram eletrocutados ao ajudar a montar estruturas de uma corrida de rua. Municípios em alerta incluem João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Mamanguape, Sapé, Rio Tinto, Alhandra, Areia e Bananeiras. Ventos fortes e risco de alagamentos também são previstos.
Fonte: Defesa Civil de Pernambuco, Ministério da Integração Regional, e gestões estaduais.
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