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Em desertos de trânsito moradores percorrem 13 milhas de ônibus para compras

Desertos de transporte elevam custo e dificuldade de fazer compras; cidades buscam soluções como vouchers, microtransporte e scooters

A Memphis Area Transit Authority bus stop in Memphis, Tennessee, on 16 November 2020.
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  • Cerca de 16 milhões de americanos não têm carro e quase 25 milhões vivem em “desertos de trânsito”, com transporte público insuficiente para acessar alimentos saudáveis.
  • Em Memphis, o sistema de ônibus reduziu rotas após a Covid, a frota é antiga e a agenda de horários é irregular, atingindo especialmente quem depende de compras presenciais; Zen’Yari Winters precisa agir para conseguir comida, muitas vezes recorrendo a compras online.
  • Em Rhode Island, a autoridade estadual cortou serviço em 45 de 63 linhas em 2025 para economizar, aumentando a espera e dificultando o acesso a supermercados para moradores, incluindo idosos.
  • Pesquisas e iniciativas apontam soluções como vouchers de táxi, microtransporte e lojas de comida móveis; Somerville testou o programa Taxi to Health, enquanto Duluth avaliou mudanças na proteção ao acesso a alimentos saudáveis.
  • Em Memphis, uma organização sem fins lucrativos está promovendo o uso de scooters motorizadas a baixo custo; Winters pode adquirir uma scooter por 150 dólares mensais em um plano de três anos, se passar no exame de moto.

Two buses, três horas e 13 milhas: como americanos em “desertos de trânsito” conseguem comprar mantimentos sem carro

O que aconteceu: a redução de serviços de ônibus após o fim de financiamentos ligados à Covid está agravando a insegurança alimentar em várias regiões dos EUA. Pessoas sem carro enfrentam longos trajetos para ir a supermercados, com horários imprevisíveis e custos adicionais.

Quem está envolvido: moradores de Memphis, Rhode Island e Duluth, entre outros, que dependem do transporte público para acessar alimentação. Autoridades locais, agências de transporte e pesquisadores destacam impactos diretos na vida cotidiana e na saúde.

Quando e onde: Memphis, no Tennessee, vive a realidade de redução recente de serviços. Em Rhode Island, cortes em 45 de 63 rotas foram anunciados em 2025. Em Duluth, Minnesota, pesquisas apontam dificuldades recorrentes desde a pandemia.

Por quê: o pico de custos e a queda de verbas de apoio ao transporte público colocaram em risco o acesso de quem não tem carro a alimentos saudáveis. A “transit fiscal cliff” envolve bilhões de dólares ausentes para manter redes de ônibus.

A recorrência do problema

Em Memphis, a Maya Winters usa o transporte público para cobrir 20 km, com atraso frequente e necessidade de planejamento de três horas para trajetos de ida e volta ao trabalho. A única chance de ir ao mercado fica muitas vezes dependente de transferências de ônibus demoradas.

Essa realidade se repete em Rhode Island, onde cortes de rotas e a sobreposição com medidas de Covid reduziram a disponibilidade de serviços em bairros com maior necessidade. Moradores relatam longos tempos de espera e dificuldade para levar compras para casa.

Evidências e impactos

Estudos indicam que reduzir paradas de ônibus diminui compras de alimentos saudáveis. Pesquisadores lembram que a distância e a inconstância do serviço influenciam escolhas por opções locais menos saudáveis e mais caras, impactando a nutrição.

Em Duluth, uma pesquisa com 100 moradores revelou atrasos, espaço insuficiente para carrinhos de compras e clima como barreiras à compra de alimentos saudáveis. A cidade iniciou comissões de transporte para buscar soluções, com resultados variados.

Busca por soluções

Experimentos com vouchers de táxi para ir a compras e sistemas de microtransporte surgem como alternativas. Em Somerville, perto de Boston, o programa Taxi to Health distribuía vales para corridas a mercados específicos, buscando ligação entre transporte público e acesso alimentar.

Outras propostas incluem plataformas de transporte sob demanda com tarifas diferenciadas, bem como lojas móveis de mantimentos que atendem bairros com menor acesso. Especialistas defendem que o planejamento urbano priorize a acessibilidade ao transporte público no momento da construção.

Caminhos locais concretos

Em Memphis, uma organização sem fins lucrativos privada ensina moradores a conduzir scooters motorizadas, oferecendo aluguel acessível como opção de substituir o busão. Zen’Yari Winters completou um “módulo” de condução e aguarda aprovação para adquirir a scooter, que seria vendida em parcelas.

O objetivo é reduzir custos e ampliar a liberdade de deslocamento para quem depende de serviços de entrega de mantimentos, especialmente quando a oferta de ônibus é irregular. A iniciativa destaca uma abordagem prática diante de serviços públicos limitados.

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