- Exposição de Jeff Alan chamada Comigo ninguém pode está em cartaz na Caixa Cultural Brasilia até 31 de maio.
- Sessão acontece de terça a domingo, das 9h às 21h.
- São 22 pinturas que exploram memória e valorização da ancestralidade, partindo de retratos de pessoas do bairro onde o artista cresceu.
- A série nasceu na pandemia, quando o artista passou a representar pessoas do dia a dia e a criar “álbum” fotográfico da própria família, buscando pertencimento e visibilidade em espaços culturais.
- O título faz alusão a uma planta do Barro e simboliza o caminho para a cidade e para os sonhos, destacando a ideia de vínculo entre periferia e instituições culturais.
Jeff Alan estreia a mostra Comigo ninguém pode na Caixa Cultural Brasilia, apresentando 22 pinturas que lidam com memória e valorização da ancestralidade. A exposição fica em cartaz até 31 de maio, de terça a domingo, das 9h às 21h, no Setor Bancário Sul, em Brasília. As obras seguem o foco de despertar pertencimento entre a população da periferia e os equipamentos culturais.
Antes da virada criativa, o artista, nascido e criado no Bairro do Barro, em Recife, produzia pintura abstrata orgânica que agradava arquitetos. O período da pandemia foi determinante para a mudança de linguagem. Ele passou a retratar pessoas do cotidiano, moradores do seu bairro e pessoas em situação de rua, com o objetivo de fazê-las se enxergarem nas instituições culturais.
A série de retratos nasce da busca por um álbum de família simbólico, já que não há registro fotográfico da mãe na infância, algo comum em famílias negras. Em contraste, há imagens da família paterna, que possuem registro. Assim, Jeff Allan revela a necessidade de criar um registro próprio e ampliar a presença da cultura negra nos espaços culturais. Em algumas obras, o uso intenso de vermelho expressa revolta e insatisfação.
O título da exposição também remete a uma planta típica do Barro, mas carrega a ideia de um grito. Para o artista, o caminho para a cidade e o acesso a oportunidades funciona como ponte entre a periferia e as instituições. A mostra propõe um encontro entre a população periférica e o fazer artístico, fortalecendo vínculos e reconhecimento.
Comigo ninguém pode
- Exposição de Jeff Alan
- Visitação até 31 de maio, de terça a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural Brasilia (Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4)
- Classificação indicativa livre
As obras foram produzidas para ampliar a representatividade da cultura negra nos espaços culturais e incentivar o pertencimento entre os moradores da periferia e o circuito artístico. A exposição está aberta ao público e não há cobrança de ingresso.
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