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JoMO: ficar de fora pode trazer benefícios à saúde

JoMO ganha espaço global ao equilibrar vida online e offline, com impactos positivos no sono, autoestima e redução da ansiedade

O escritor André Carvalhal é um adepto do JoMO, ou "alegria de ficar de fora".
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  • JoMO, sigla de Joy of Missing Out, é a ideia de escolher ficar fora de certas atividades digitais para beneficiar a saúde e a qualidade de vida.
  • O movimento ganha destaque após relatos como o de André Carvalhal, que passou a questionar o quanto está conectado e buscou equilíbrio entre vida online e offline.
  • FoMO (medo de ficar de fora) também é tema relacionado; já o JoLO (Joy of Logging Out) descreve a prática de desconectar para se conectar consigo mesmo.
  • No Brasil, universidades e centros de Psiquiatria atuam no tratamento de dependência tecnológica, com categorias que vão de consciente a patológico e intervenções como terapia cognitiva.
  • Para melhorar o equilíbrio, sugerem-se leitura de livros físicos, uso de telefones simples (dumbphones), reduzir notificações e adotar uma reeducação digital gradual.

A simplicidade pode ser curativa. O JoMO, sigla de Joy of Missing Out, ganha espaço como resposta à vida hiperconectada. A ideia principal é escolher com mais cuidado como investir o tempo e valorizar momentos offline.

O fenômeno tem ganhado adesão em nível global. Enquanto JoMO destaca a satisfação de ficar longe das telas, FoMO, o medo de ficar de fora, permanece presente na percepção de muitos jovens adultos. Pesquisas e estudos ajudam a mapear esses sentimentos.

O que é JoMO e por que ganha atenção

O JoMO defende decisões conscientes sobre uso de tecnologia. O conceito implica estabelecer limites saudáveis para interações digitais, sem abandonar completamente a conectividade. Profissionais de saúde mental associam benefícios ao sono, à autoestima e à redução da ansiedade quando há equilíbrio.

Autores e pesquisadores ajudam a entender o contraste com o FoMO. Este último descreve a sensação de estar perdendo experiências atraentes, alimentando uma comparação constante com a vida alheia. O debate aborda como as redes moldam comportamentos e bem-estar.

Perspectivas de especialistas e experiências

Pesquisadores europeus e psicólogos destacam que limites na conectividade não significam isolamento. A prática envolve decidir, com autonomia, quando interagir e quando desconectar. Em estudos e crônicas, o JoMO é apresentado como uma forma de viver com moderação digital.

No Brasil, instituições ligadas à psiquiatria costumam tratar dependência tecnológica como uma categoria de cuidado. Organizações de universidades destacam que parte dos pacientes requer tratamento terapêutico, incluindo terapia individual e grupos, abrangendo também adolescentes.

Como colocar o JoMO em prática

Especialistas sugerem mudanças simples para começar: preferir leitura de livros físicos, buscar atividades presenciais e reduzir notificações. Alternativas como o uso de dispositivos com menos recursos ajudam a retomar o senso de controle sobre a tecnologia.

O movimento também incentiva reflexões sobre necessidades reais versus desejos impulsionados pela tela. A ideia é abraçar mudanças graduais, evitando mudanças radicais que possam deixar o usuário em situação de maior desconforto ou culpa.

Conclusões práticas para o dia a dia

Além de estratégias pessoais, a literatura aponta benefícios de uma relação mais equilibrada com dispositivos. A prática de estabelecer horários de uso, como revisar mensagens apenas algumas vezes ao dia, é citada como ponto de partida. A proposta é reduzir a dependência sem abandonar benefícios da tecnologia.

Alguns especialistas ressaltam que a reconquista de autonomia digital pode melhorar o sono, elevar a autoestima e reduzir a ansiedade. O foco continua sendo escolhas conscientes, compatíveis com a vida diária e com compromissos pessoais.

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