- Cerca de vinte mil pessoas participam de uma rave ilegal em um campo de tiro do Exército francês, perto de Bourges, no Cher, desde sexta-feira, com ponto alto no sábado.
- O local é considerado muito perigoso por abrigar munições antigas da Primeira Guerra Mundial e testes de armamento; entrada para moradores é proibida.
- No vilarejo de Bengy, a apenas um quilômetro e meio do campo, moradores relatam barulho intenso; proteção civil oferece apoio com banho quente e descanso.
- Até a manhã de sábado, houve doze feridos leves, além de um atropelamento; setecentos policiais militares atuam na área e equipes de emergência permanecem mobilizadas.
- A organização projeta até trinta mil participantes no auge; até agora foram registradas trinta e duas autuações, vinte e seis infrações de trânsito e quatro prisões.
Mais de 20 mil pessoas ocupam neste sábado um campo de tiro do Exército francês, próximo a Bourges, no Cher. O evento é uma free party sediada em área militar classificada como muito perigosa, devido à presença de munições antigas e testes de armamento pesado.
No vilarejo de Bengy, a menos de 2 km do local, moradores relatam que as batidas ecoam pelas paredes. A casa de hóspedes de Anne fica próxima ao terreno de Cornusse, onde centenas de jovens seguem em direção ao teknival, festival de música eletrônica executado sem autorização.
A prefeitura confirma que a festa tem atraído público em fluxo contínuo desde sexta-feira, com chegada de visitantes de diversas regiões. A força de segurança mobilizou 600 policiais em 14 pontos de controle, para monitorar a área.
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O local abriga riscos de explosivos de guerra. Segundo autoridades, há resíduos de munições enterradas no terreno, criado em 1917 para testes da Primeira Guerra. O temor principal é a possibilidade de explosão de munição da Segunda Guerra, caso seja acionada por curiosos.
Até a manhã de sábado, serviços de emergência tinham registrado 12 feridos leves. Houve ainda um atropelamento envolvendo uma pessoa fora do local central da festa. Quarenta e cinco bombeiros e 30 socorristas atuam no dispositivo de proteção.
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A organização vigiava o uso do espaço com orientações para não acender fogueiras, não cavar o solo e não recolher objetos metálicos. Mesmo assim, alguns feridos se machucaram ao manusear fragmentos encontrados no terreno.
As autoridades reforçam que esse é um ambiente de risco elevado. Não há registro de entrada de forças policiais no interior da área da festa, conforme relatos de participantes à AFP, que descrevem o clima como relativamente tranquilo diante da multidão.
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Estimativas dos organizadores apontam até 30 mil participantes no ápice do evento, vindo da França e de países vizinhos. O município de Cornusse, próximo, observa a expansão da área ocupada pelos campamentos, com preocupação logística e de higiene.
A prefeita de Cornusse, Édith Raquin, relata convívio surpreendentemente cordial entre moradores e frequentadores, com diálogos entre jovens e parte da população idosa. — afirmou em entrevista à Franceinfo.
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O terreno é utilizado como campo de tiro desde o fim da Primeira Guerra Mundial. O acesso permanece proibido, e a prefeitura alerta para áreas arborizadas de alto risco. Dois militares observam a movimentação dos participantes, impedindo aproximação de zonas sensíveis.
Até a manhã de sábado, a operação contava com 12 feridos leves, mais um atropelamento e diversas ocorrências de trânsito. As autoridades avaliam medidas adicionais caso o número de participantes aumente ao longo do dia.
Fonte: AFP e Franceinfo.
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