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Winamp: o destino do reprodutor de mídia que marcou os anos 2000

Após atingir vinte e cinco milhões de usuários, Winamp deixou de ser referência de tocador de MP3 e migrou para streaming sob novo modelo

Que fim levou o Winamp, reprodutor de mídia que fazia sucesso nos anos 2000?
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  • Winamp nasceu em abril de 1997, criado por Justin Frankel pela Nullsoft, para tocar MP3 com alta qualidade no Windows.
  • Foi popular no fim dos anos noventa e começo dos dois mil, atingindo 25 milhões de usuários registrados e ganhando a versão 2.0 em 1998, com recursos como skins, playlists, equalizador e plugins.
  • A Nullsoft foi vendida para a AOL em 1999 por US$ 80 milhões, impulsionando o programa, que se tornou referência por sua interface e personalização.
  • Com a AOL, o Winamp perdeu prioridade e a divisão foi encerrada em 2013; em 2014 a Radionomy comprou o software, lançando a versão 5.8 em 2018, em um mercado marcado pelo streaming.
  • Em 2023, a Radionomy, rebatizada como Winamp Group, relançou o projeto como plataforma de streaming; o legado original persiste no Legacy Player, enquanto Justin Frankel seguiu carreira em áudio digital (Reaper) e participou de projetos como o protocolo Gnutella.

O Winamp foi um dos pioneiros no uso de MP3 no Windows e marcou época no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. O programa ganhou destaque pela performance, pela interface visual e pela personalização via skins, tornando-se referência entre fãs de música digital.

A origem envolve Justin Frankel, então universitário, que criou o software em 1997 pela Nullsoft. Dmitry Boldyrev atuou como cofundador conceitual nos estágios iniciais. O Winamp atraiu usuários com recursos como playlists simples, equalizador e suporte a diversos formatos.

O auge aconteceu com a popularidade brotando rapidamente, chegando a 3 milhões de downloads e à versão 2.0 em 1998. Em 2000, soma de 25 milhões de usuários registrados consolidou o status de líder entre players de MP3.

O final da década trouxe mudanças no mercado. Lojas digitais e streaming reduziram a demanda por players tradicionais. A AOL comprou a Nullsoft em 1999 por US$ 80 milhões, levando o Winamp a perder prioridade interna.

Em 2013 a divisão do Winamp foi encerrada pela AOL, e a empresa belga Radionomy adquiriu o software no ano seguinte. Em 2018 surgiu a Winamp 5.8, em meio a um mercado já dominado por plataformas de streaming.

Hoje o Winamp existe em duas frentes: um player legado, disponível para quem busca nostalgia, e um serviço de streaming mantido pela Radionomy, renomeada como Winamp Group. Aplicativos móveis também foram lançados.

Frankel se afastou do projeto em 2004, após contribuir para o protocolo Gnutella. Ele seguiu carreira com o software Reaper, uma estação de trabalho para áudio digital, enquanto o Winamp evoluiu sob novas famílias empresariais.

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