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Polícia conclui erro médico e overdose de adrenalina na morte de menino de 6 anos

Polícia conclui que Benício morreu por erro médico e overdose de adrenalina na veia; médico, técnica de enfermagem e dois diretores são indiciados

Caso Benício: polícia conclui que menino de 6 anos foi vítima de erro médico e morreu após overdose de adrenalina — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Polícia conclui que Benício, de seis anos, morreu por overdose de adrenalina aplicada na veia, quando o correto seria pela inalação, após atendimento em hospital particular de Manaus.
  • Investigação aponta erro médico grosseiro e relata quadro irreversível; não houve falhas de intubação ou conduta da equipe de UTI.
  • A médica responsável pela prescrição, Juliana Brasil, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes foram indiciadas por homicídio doloso com dolo eventual; Raiza também está suspensa do trabalho.
  • Dois diretores do hospital Santa Júlia foram indiciados por homicídio culposo, com base em falhas estruturais envolvendo número insuficiente de enfermeiros e ausência de farmacêutico.
  • Pais dizem estar satisfeitos com as conclusões e aguardam punição dos responsáveis; há alegação de tentativa de desvio de responsabilidade pela médica e de irregularidades no uso de um sistema de prescrição.

Benício, um menino de 6 anos, morreu no hospital Santa Júlia, em Manaus, após receber adrenalina pela veia, em vez da via inalação. A polícia encerrou que houve erro médico grave e que a overdose contribuiu para o óbito ocorrido em novembro de 2025. A perícia indicou que o quadro era irreversível, não havendo falhas na intubação ou em procedimentos da UTI.

A investigação aponta que a adrenalina intravenosa foi prescrita sem conferência e chegou às mãos da técnica de enfermagem Raiza Bentes, que a aplicou mesmo após a mãe questionar a via de adminis tração. Benício apresentou piora e foi transferido à sala vermelha, permanecendo na UTI, onde morreu cerca de 14 horas depois.

Desdobramentos da apuração

A polícia analisou o celular da médica Juliana Brasil, que acompanhava o atendimento. Delegado afirma que mensagens sobre venda de cosméticos e pagamentos via Pix demonstram descaso com o caso. Juliana também enfrentará acusações de homicídio doloso com dolo eventual, fraude processual e falsidade ideológica.

Indiciamento de profissionais e direção

Além da médica, a técnica de enfermagem foi indiciada pela mesma tipificação. A investigação aponta falhas de protocolo, como a ausência de farmacêutico e número insuficiente de enfermeiros no atendimento. Diretores do hospital Santa Júlia também foram indiciados por homicídio culposo.

Versões da defesa e contexto institucional

O hospital informou que ainda não foi comunicado formalmente sobre os indiciamentos dos diretores e que continua à disposição das autoridades. A defesa de Juliana sustenta falhas no sistema de prescrição e afirma que o vídeo apresentado é verdadeiro; também aponta supostas falhas na intubação.

Repercussões na família

Os pais de Benício manifestaram satisfação com as conclusões da polícia e requerem punição aos responsáveis, para evitar que novas famílias enfrentem situação semelhante. Os familiares ressaltam a busca por justiça como forma de resguardar outras crianças.

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