- Casarões históricos vizinhos ao Caveirão foram isolados com tapumes durante a demolição do prédio inacabado, para evitar riscos de desmoronamento.
- Um relatório de perito contratado pela empresa responsável pela demolição aponta alto risco e má conservação dos imóveis, com fissuras internas e indícios de queda de reboco.
- Telas de proteção e escoramento emergencial são recomendados para garantir a segurança de pedestres, com demolição ocorrendo de forma prioritária para estabilizar a área.
- A separação entre o Caveirão e os casarões acontecerá apenas no final da demolição, já que os imóveis estão diretamente apoiados na estrutura em demolição; os trabalhos são manuais, com britadeiras.
- Os casarões são tombados ou possuem tombamento em estudo e integram o conjunto patrimonial do centro; não houve autuações registradas sobre má conservação, diferente do Caveirão, que acumula multas.
Os casarões históricos vizinhos ao Caveirão, no centro de São Paulo, permanecem isolados durante a demolição do prédio inacabado. Tapumes foram instalados nos imóveis contíguos para evitar desmoronamento enquanto o Caveirão é derrubado, com prazo previsto até novembro. A medida atende ao Conpresp, que pediu preservação do patrimônio durante a obra.
Um relatório de perito contratado pela empresa responsável pela demolição aponta risco elevado e conservação precária dos dois casarões. Defeitos internos, fissuras em paredes e reboco solto nas fachadas são citados como fatores que exigem proteção adicional. O documento recomenda telas de proteção e escoramento emergencial no Caveirão.
Situação dos imóveis vizinhos
Os imóveis, que funcionavam como cortiços e tinham atividades comerciais em um deles, estão apoiados na estrutura do edifício a ser demolido. A separação do Caveirão deve ocorrer apenas após a remoção dos pavimentos superiores. Não havia, até o início da demolição, telas de proteção nos dois prédios vizinhos.
Contexto legal e patrimonial
O Caveirão é alvo de multa de ~R$ 2,4 milhões. A demolição segue decisão judicial que determina cumprimento da retirada, com ressarcimento de contrato de demolição de cerca de R$ 6 milhões, já bloqueado pela Justiça. O proprietário do Caveirão acumula débitos de IPTU na Dívida Ativa, estimados em milhões.
Propriedade e localização
O imóvel 81 é tombado desde 2007, ao lado de outros imóveis históricos do centro velho. O 107 foi tombado temporariamente desde 2021, com estudo de reconhecimento em andamento. Ambos estão entre as construções mais antigas da Rua do Carmo, cercadas por igrejas históricas de importância cultural.
Perspectivas
A demolição é manual, com uso de britadeiras e cortadores de metal a oxigênio, em etapas por andar ao longo de 23 pavimentos. O planejamento prevê derrubada das lajes, depois vigas, paredes e pilares, preservando estruturas vizinhas conforme orientação do Conpresp.
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