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Paciente espera mais de mil dias por cirurgia enquanto a doença avança

Pacientes da rede pública aguardam cirurgias por mais de mil dias; MP aponta 1.134 dias na neurocirurgia, por entraves de custo de próteses

Reprodução canal do Youtube Record Litoral e Vale
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  • Pacientes em Criciúma (SC), no Hospital São José, relatam esperar por cirurgias por até três anos.
  • Investigações do Ministério Público indicam que pacientes da neurocirurgia ficam na fila por 1.134 dias.
  • Os atrasos costumam ocorrer por impasses burocráticos sobre o custo de próteses e materiais.
  • A situação envolve serviços de maior complexidade no sistema público de saúde (SUS).
  • O relato evidencia o drama de quem depende do SUS para procedimentos neurológicos.

Pacientes que dependem do SUS enfrentam longas esperas por cirurgias em hospitais de todo o país. Em unidades como o Hospital São José, em Criciúma (SC), relatos indicam filas que chegam a três anos de espera. A duração média aumenta conforme o tipo de procedimento.

Investigações do Ministério Público apontam que na área de neurocirurgia as filas chegam a 1.134 dias. O atraso é atribuído a impasses burocráticos relacionados ao custo de próteses e materiais necessários aos procedimentos.

O quadro afeta não apenas pacientes de Criciúma, mas de outras unidades que possuem serviços semelhantes. A demora impacta a evolução de doenças, com agravamento dos sintomas e redução de qualidade de vida.

Entre as causas, há apontamentos sobre a necessidade de autorizações para aquisição de itens específicos, além de entraves administrativos que retardam a marcação de cirurgias. Procuradas, as informações oficiais ainda não esclarecem prazos.

Apesar das promessas de melhoria, a demora persiste e gera desinformação entre pacientes e familiares. Em resposta, órgãos de saúde afirmam que trabalham para reduzir a fila e ampliar a capacidade de atendimento nas unidades na região.

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