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Polícia aponta erro médico em morte de Benício por overdose de adrenalina

Polícia aponta overdose de adrenalina como causa da morte de menino, atribuindo erro médico grosseiro e negligência de diretores do hospital

O menino Benício chegou andando ao hospital acompanhado dos pais
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  • A Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito sobre a morte de Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida em Manaus, e indiciou a médica Juliana Brasil, a técnica de enfermagem Raiza Bentes e diretores do Hospital Santa Júlia.
  • O laudo aponta que Benício morreu por overdose de adrenalina administrada por via venosa, quando o protocolo era adrenalina por via inalatória; o quadro foi considerado irreversível e sem falhas de intubação.
  • Juliana Brasil prescreveu a adrenalina na veia; Raiza Bentes administrou o medicamento, mesmo após a mãe questionar a via de aplicação.
  • Vídeos e mensagens indicam que Juliana, na hora do atendimento, estava ao celular vendendo cosméticos; a defesa atribui o erro a falha no sistema hospitalar que teria trocado a via.
  • Além de Juliana e Raiza, a polícia indiciou os diretores do hospital por negligência; eles respondem por homicídio culposo. O hospital disse estar à disposição das autoridades.

O caso de Benício Xavier, de 6 anos, chegou ao fim da investigação policial no Amazonas. O inquérito aponta que a criança morreu por overdose de adrenalina, decorrente de um erro médico grosseiro, em Manaus, no Hospital Santa Júlia. A conclusão foi apresentada pela Polícia Civil nesta semana e divulgada no programa Fantástico.

Segundo a polícia, o protocolo correto seria adrenalina por via inalatória, e não intravenosa. A perícia também descartou falhas de intubação ou conduta incorreta da equipe de UTI. O quadro clínico da criança foi descrito como irreversível após a medicação indevida.

Indiciamentos e versões em disputa

A médica Juliana Brasil foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual, fraude processual e falsidade ideológica, com suspeita de produção de vídeo falso sobre o erro de sistema. A técnica de enfermagem Raiza Bentes também foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual.

Os diretores do hospital, apontados por negligência, devem responder por homicídio culposo. A instituição informou que não havia confirmação oficial do indiciamento dos diretores e reiterou disposição para colaborar com as autoridades.

A mãe de Benício, Joyce Xavier, afirmou que a médica estaria utilizando o celular durante o atendimento. A defesa de Juliana nega responsabilidade direta, atribuindo o erro a falha no sistema hospitalar, e sustenta que o menino recebia atendimento na sala vermelha.

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