- Sudão acusa a Etiópia e os Emirados Árabes Unidos de orquestrar ataques com drones ao aeroporto internacional de Khartoum e a instalações militares na região de Greater Khartoum, qualificando o ato como agressão direta.
- O governo sudanês afirmou que os drones teriam sido lançados do aeroporto de Bahir Dar, na Etiópia; não houve feridos.
- O aeroporto ficou em suspensão por setenta e dois horas, e operações internacionais voltaram a ocorrer após procedimentos de segurança.
- Sudão recallou seu embaixador na Etiópia para consultas; a Etiópia nega envolvimento, enquanto os Emirados Árabes Unidos ainda não comentaram publicamente.
- O conflito entre o exército e as RSF continua desde 2023, com dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados; ataques recentes aumentam a tensão regional.
Sudan acusa Etiópia e Emirados Árabes Unidos de orquestrar ataques com drones ao aeroporto internacional de Khartoum, descrevendo a ofensiva como agressão direta. O ataque atingiu o principal aeroporto e instalações militares na região de Greater Khartoum, na segunda-feira.
O governo sudanês afirmou possuir evidências de que drones foram lançados do aeroporto de Bahir Dar, na Etiópia. A um mês, autoridades militares já haviam apontado ataques aéreos por RSF vindos de território etíope.
Ninguém ficou ferido segundo o ministro da Informação, citado pela Reuters. A força militar disse ter identificado um drone de propriedade Emirati e derrubado-o, ligando o novo ataque ao mesmo aeroporto.
Reação diplomática e contexto imediato
O ministério das Relações Exteriores informou que o embaixador do Sudão foi recalled para consultas com Etiopia. A ministra afirmou que o ataque envolve a escolha de aliados que prejudicam a estabilidade regional.
A Etiópia negou as acusações como infundadas, enquanto os Emirados não se manifestaram oficialmente, apesar de já terem sido vinculados às operações. Rabat: não houve confirmação oficial de participação.
Contexto do conflito interno
As ofensivas ocorrem em meio ao conflito entre o exército regular e o RSF, iniciado em 2023. A cidade de Khartoum tem sido palco de confrontos, com interrupção de voos e tensões militares.
Na região de Darfur, o acionamento de ataques aéreos agrava a crise humanitária, com dezenas de milhares de deslocados e uma situação de fome associada. Autoridades ressaltam a necessidade de diálogo entre as partes.
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