- Bianca Mirabili, 29 anos, é apontada como a Melhor Chef Confeiteira da América Latina em 2025 pelo The World’s 50 Best e atua no Evvai, restaurante com três estrelas no guia Michelin.
- Sua trajetória na confeitaria começou após estágios no Fasano e no Salvatore Loi; acabou no Evvai, comandado por Luiz Filipe Souza, que a convidou para a equipe.
- Entre suas criações notáveis estão o pão de mel de abelhas nativas brasileiras, o Coco-liflor com coco, couve-flor e chocolate branco de milho caramelizado, e a Mandioca com referência ao kintsugi e ao bolo Souza Leão.
- O estilo de Bianca combina ingredientes brasileiros com técnica apurada, explorando o conceito oriundi no Evvai e valorizando raízes italianas e espanholas da família.
- A relação profissional com Luiz Filipe Souza, chefe do restaurante, dura seis anos, com dinâmica de casal no dia a dia e na gestão da cozinha.
Bianca Mirabili é a melhor confeiteira da América Latina em 2025, segundo o prêmio The World’s 50 Best. A paulistana atua no Evvai, restaurante que detém três estrelas Michelin no Guia, uma das duas casas da região com esse tope máximo.
A trajetória da chef começou quase por acaso. Estudante de gastronomia, Bianca não queria confeitaria, mas acabou sendo atraída pela técnica e pela precisão. Hoje, aos 29 anos, lidera sobremesas autorais que impressionam pela originalidade.
O caminho foi abrindo-se aos poucos. No Fasano, já percebeu que o universo doce podia ir além de receitas prontas. No Salvatore Loi, viu a reação dos clientes aos pratos e, após a transformação do Loi em Evvai, passou a integrar a equipe de confeitaria.
A virada veio com a aposta em ingredientes brasileiros em combinações inusitadas. O pão de mel de abelhas nativas foi criado num momento de experimentação com variados méis e pólen. A inovação está na própria qualidade dos insumos.
Outra criação marcante é o Coco-liflor, com coco fresco, couve-flor e chocolate branco de milho caramelizado. A sobremesa foi pensada durante anos como uma peça monocromática para revelar texturas semânticas entre os ingredientes.
A mandioca aparece em uma proposta que dialoga com o kintsugi japonês, unindo tradição brasileira a técnica de conserto com ouro. A base é o bolo Souza Leão, com mousse de vanilha do Cerrado e caramelo toffee de tucupi negro, acompanhado de sorvete de baunilha local.
Na vida pessoal, Bianca destaca a intensidade do ritmo de trabalho no Evvai, que impacta datas especiais. Ela menciona que o pai atua no setor de fornos de padaria, aludindo aos desafios de horários e logística. Ainda assim, afirma ter afinidade com a pressão da cozinha.
O título de melhor confeiteira da América Latina aumenta a responsabilidade. Bianca diz que representa um reconhecimento para a confeitaria brasileira, que vai além de doces comuns. Ela cita o brigadeiro com relevo, porém ressalta a diversidade do cardápio do Evvai.
O conceito Oriundi guia a cozinha do Evvai, mesclando influências de imigrantes no Brasil. Bianca reforça que suas raízes italiana por parte de pai e espanhola por parte de mãe ajudam na inspiração. Entre os pratos preferidos, cita a feijoada da avó e o rigatoni de pupunha.
No âmbito pessoal, Bianca e Luiz Filipe Souza mantêm uma relação profissional estável há seis anos. Ele é o chef do Evvai, e a convivência no trabalho é descrita por ela como harmoniosa. A dupla afirma que na vida privada prevalece a divisão entre o papel de cada um.
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