- Uma pesquisa da LinkedIn aponta que um em cada três recrutadores já foi impersonado por scammers.
- Em 8.500 profissionais pesquisados, quarenta e dois por cento disseram ter visto anúncios enganosos recentemente e 72% passaram a questionar se a vaga é real antes de se candidatar, com 57% mais propensos a duvidar da veracidade em comparação ao ano anterior.
- Sinais comuns de golpe: ofertas muito vantajosas para serem verdade; vagas sem descrição clara; discrepâncias entre anúncio e portais de carreira; perfis de recrutadores com pouca ou nenhuma identificação; pedidos de pagamento; contatos fora da plataforma, especialmente por apps de mensagens; e endereços de e-mail pouco profissionais.
- Boas práticas para se proteger: manter a comunicação na plataforma, verificar a identidade do recrutador, evitar compartilhar dados sensíveis, não pagar qualquer valor e não aceitar etapas urgentes sem confirmação.
- A LinkedIn está implementando novas opções de verificação, defesas automáticas contra spam e ferramentas de denúncia para vagas duvidosas, além de orientar usuários a reportar conteúdos suspeitos.
O LinkedIn revelou que golpes na busca de emprego aumentaram em 2026. Em pesquisa com mais de 8.500 profissionais, um em cada três recrutadores foi alvo de impostores. A divulgação ocorreu junto ao relatório Job Search Safety Pulse.
A pesquisa mostra que 72% dos profissionais precisam verificar a autenticidade das vagas antes de se candidatarem. Além disso, 57% passaram a duvidar mais de ofertas de emprego do que no ano anterior.
O estudo aponta que golpes migraram de anúncios duvidosos para táticas mais sofisticadas, com recrutadores falsos e pedidos de pagamento antes da assinatura de contrato. O Brasil não teve dados específicos, mas o tema ganhou atenção internacional.
Sinais de alerta frequentes
Entre os principais sinais estão ofertas muito vantajosas sem exigir habilidades elevadas, descrições vagas vagas ou inconsistentes e discrepâncias entre anúncios e portais de carreira. Candidatos devem comparar com a vaga verdadeira da empresa.
Perfil de recrutadores suspeitos também é alerta: fotos genéricas, ausência de contatos ou atividade mínima, e mensagens fora da plataforma. Em 36% dos casos, recrutadores foram alvo de impersonação, segundo a pesquisa.
Como se manter seguro
Mover a conversa para aplicativos de mensagens é prática comum entre golpistas. Cerca de 90% das mensagens relatadas envolvem esse desvio para fora da plataforma. Permanece alerta para exigência de pagamentos antecipados.
Outra prática perigosa é pedir dados sensíveis desde o início, como números de documento ou informações financeiras. Evite compartilhar informações privadas sem confirmação formal do cargo e da empresa.
Medidas e próximos passos
LinkedIn lançou novas opções de verificação para empresas, recrutadores e executivos, além de defesas automáticas contra spam. Ferramentas de denúncia também foram fortalecidas para relatos de vagas falsas.
Profissionais são orientados a usar apenas os canais da plataforma, verificar a identidade de recrutadores e confirmar a existência da vaga no site oficial da empresa. O objetivo é reduzir danos e manter a busca segura.
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