- O Pulitzer 2026 foi anunciado na terça-feira, 5, premiando vencedores em jornalismo, literatura, teatro e música.
- No jornalismo, vencedores destacam-se em várias categorias: Serviço Público (The Washington Post), Notícias de última hora (The Minnesota Star Tribune) e Jornalismo investigativo (The New York Times); também houve reconhecimento para Reportagem de rua (Reuters) e Reportagem internacional (AP).
- Julie K. Brown, do Miami Herald, recebeu menção honrosa pelas reportagens que expuseram abusos de Jeffrey Epstein.
- Entre os ganhadores de livros, teatro e música, destacam-se o romance Angel Down (Daniel Kraus), a montagem Libertação (Bess Wohl) e a obra musical Picaflor: Um Mito do Futuro (Gabriela Lena Frank).
- A premiação também reconheceu trabalhos de reportagem de áudio, fotografia e não ficção, compondo uma lista completa de categorias.
O Prêmio Pulitzer 2026 anunciou nesta terça-feira (5) seus vencedores e homenageados, reconhecendo as melhores trabalhos em jornalismo, teatro, música e literatura. A lista contempla 15 categorias de jornalismo, além de reconhecimentos em outras áreas. A cerimônia confirmou as obras e equipes premiadas em diferentes frentes do jornalismo investigativo, de serviço público e de cobertura internacional.
Entre as menções honrosas, destaca-se a jornalista Julie K. Brown, do Miami Herald, por suas reportagens que expuseram abusos de Jeffrey Epstein. A série Perversão da Justiça revelou falhas do sistema judiciário norte-americano na proteção de vítimas de tráfico sexual.
Jornalismo
The Washington Post ganhou em Serviço Público, por expor a reforma das agências federais promovida pela administração Trump e seus impactos humanos. A equipe do Minnesota Star Tribune recebeu pela cobertura de tiroteio em missa de volta às aulas, com detalhamento e sensibilidade. O New York Times levou o prêmio de Investigativo, por reportagens sobre conflitos de interesse envolvendo o presidente Trump. Jeff Horwitz e Engen Tham, da Reuters, foram reconhecidos pela reportagem sobre a Meta e seus manejos de dados e golpes com IA. Uma equipe da Associated Press, incluindo Dake Kang, Garance Burke, Byron Tau, Aniruddha Ghosal e Yael Grauer, foi premiada pela investigação sobre vigilância em massa, com foco em ferramentas desenvolvidas no Vale do Silício e disseminação global. O prêmio de Reportagem de áudio ficou com funcionários de Pablo Torre, por um podcast ao vivo sobre a suposta burla do teto salarial da NBA pela equipe Los Angeles Clippers. Já a fotografia de destaque ficou com Jahi Chikwendiu, do Washington Post, pela cobertura da devastação em Gaza.
Literatura, Teatro e Música
Ficção: Angel Down, de Daniel Kraus (Atria Books), um romance ambientado na Primeira Guerra Mundial que mistura gêneros e é contado em uma única frase.
Drama: Libertação, de Bess Wohl, que cruza comédia e história feminina dos movimentos de conscientização da década de 1970, centrando-se na mãe da dramaturga e incentivando o debate entre plateia.
Não ficção geral: Não Há Lugar Para Nós: Trabalhadores e Sem-Teto na América, de Brian Goldstone (Crown), que reúne reportagem, análise e narrativa sobre a crise de famílias sem-teto entre trabalhadores.
Música: Picaflor: Um Mito do Futuro, de Gabriela Lena Frank (G. Schirmer, Inc.). Estreia em 2025 na Filadélfia, obra sinfônica inspirada em incêndios da Califórnia e lendas andinas, em dez movimentos que acompanham um beija-flor frente a cataclismos.
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