- Casal de Kempten, na Baviera, admite furto de cerca de €1,9 milhão de parquímetros ao longo de dez anos.
- O ex-funcionário da prefeitura confessou ter furtado €1,34 milhão em 335 incidentes entre 2020 e 2025, em conjunto com a esposa.
- A esposa também confessou, alegando pressão psicológica; afirmou que só descobriu a origem das moedas dois anos após o primeiro furto e que envolveu outras pessoas para ocultar o dinheiro.
- Investigações indicam que, ao longo dos anos, foram depositadas 13 toneladas de moedas de euro em contas, com ajuda de familiares e de uma terceira mulher.
- O julgamento continua, com a prefeitura de Kempten reformando o sistema de estacionamento: fechaduras substituídas, controles adicionais e contratação de um prestador externo.
O casal de Kempten, na Baviera, confessou o furto de cerca de 1,9 milhão de euros acumulados em moedas recolhidas em parquímetros ao longo de uma década. O dinheiro era desviado por meio de 335 incidentes entre 2020 e 2025, segundo a investigação.
O réu, ex-funcionário da prefeitura responsável pela coleta das moedas, admitiu ter furtado 1,34 milhão de euros em 335 ocorrências, em conjunto com a esposa. Ele informou que recolhia as moedas, as colocava em sacos e as levava para casa; a esposa também participava dos saques.
A acusação sustenta que o casal envolveu terceiros para ocultar a origem do dinheiro, incluindo a sogra, o cunhado e uma terceira mulher. A esposa admitiu a participação, mas negou ter incentivado o marido; afirmou ter agido sob pressão psicológica e que só descobriu a origem das moedas dois anos após o primeiro furto.
Detalhes do esquema
Segundo as investigações, ao longo dos anos foram depositadas 13 toneladas de moedas em várias contas. O casal chegou a depositar grandes quantias em moedas no banco, segundo relatos da polícia. O réu afirmou que o serviço de manutenção dos parquímetros era a principal vulnerabilidade, pois o esvaziamento ocorria com um único funcionário.
Funcionários da prefeitura teriam acesso às chaves para abrir os cofres, e não havia documentação de números de recibos ou controle adequado do esvaziamento. Colegas do réu destacaram falhas de procedimentos por negligência e ausência de registro dos procedimentos.
O caso veio a público em novembro, após um banco comunicar suspeita de lavagem de dinheiro. A investigação também levou a cidade de Kempten a revisar o sistema de gestão de estacionamento, substituindo fechaduras, adotando controles adicionais e contratando um prestador externo.
Desdobramentos e estado atual
Mais de 500 casos já prescreveram, mas as autoridades buscam recuperar quase 584 mil euros ligados às infrações, elevando o total pretendido pelos promotores a cerca de 1,9 milhão de euros. O julgamento continua, com novo dia de audiência marcado e veredicto previsto para esta quinta-feira.
A prefeitura de Kempten informou que implementou mudanças no sistema de gestão de estacionamento para evitar recorrências, incluindo reforço de controles e supervisão externa. A investigação permanece em andamento para esclarecer a participação de outras pessoas e a origem de todos os depósitos.
Fontes: Deutsche Welle, DPA, OTS
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