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Defesa afirma que homem baleado por PM após perseguição em SP estava desarmado

Defesa alega que Paulo Henrique estava desarmado com as mãos estendidas no momento do disparo, contrariando a versão policial de arma no veículo

Homem de 20 anos morre após troca de tiros com a PM
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  • Em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, PM perseguiu veículo que tentou fugir; o carro colidiu com uma viatura e um policial atirou.
  • A defesa de Paulo Henrique afirma que ele estava desarmado e com as mãos estendidas no momento do tiro; o motorista Jonatas Bezerra teria se entregue.
  • A versão policial sustenta que o ocupante do veículo segurava uma arma; a SSP informou a apreensão de pistola 9 mm e drogas no veículo.
  • O caso está sob investigação do DHPP e em IPM, com análise de imagens de câmeras corporais; a defesa aguarda laudos residuográficos e papiloscópicos.
  • Não há antecedentes criminais conhecidos dos envolvidos; a defesa reforça a necessidade de apuração sobre a proporcionalidade da ação.

Na Zona Sul de São Paulo, um policial militar atirou contra um homem dentro de um carro durante uma perseguição na tarde desta segunda-feira (4). A versão da defesa é de que Paulo Henrique estava desarmado e com as mãos estendidas, quando foi atingido. A PM afirma que o veículo contava com uma arma em seu interior.

A perseguição teve início após patrulheiros suspeitarem do automóvel, que teria tentado fugir. O carro, com dois ocupantes, colidiu com uma viatura durante a tentativa de fuga. Em seguida, um dos agentes efetuou disparos contra o veículo.

Segundo a SSP, foram apreendidos uma pistola calibre 9 mm e porções de drogas no veículo. A defesa sustenta que o ocupante não oferecia resistência e que havia movimento de rendição, com o motorista Jonatas Bezerra se entregando e Paulo Henrique mantendo as mãos ao painel.

Autores da defesa afirmam que aguardam laudos residuográficos para confirmar a ausência de pólvora nas mãos de Paulo Henrique e pericia papiloscópica para analisar impressões digitais. Os advogados destacam que ambos não possuem antecedentes criminais.

O caso é registrado no DHPP e será apurado por meio de um IPM, com análise das imagens das câmeras corporais. As informações são acompanhadas pelos representantes legais, que defendem a necessidade de uma investigação criteriosa sobre a proporcionalidade da força utilizada.

Perícia e desdobramentos

O material técnico, incluindo imagens de câmeras e vestígios no local, será essencial para esclarecer as circunstâncias do confronto. A defesa ressalta que a perícia poderá demonstrar a real postura dos ocupantes no momento da abordagem.

As autoridades explicam que o inquérito policial militar investiga as circunstâncias do disparo e envolve a coleta de depoimentos e evidências. O caso permanece em andamento, sem conclusão sobre responsabilidade ou conduta dos envolvidos.

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