- O defensor público José Roberto Mello Porto e a família de dezoito pessoas, incluindo crianças, grávidas e uma idosa, foram impedidos de embarcar em voo de volta dos EUA, quando a porta de embarque foi fechada sem explicação.
- A família havia viajado a Orlando e enfrentou problemas na reserva das bebês de colo, precisando pagar passagens adicionais equivalentes a quase cinco mil reais por cada bebê.
- No embarque, a equipe classificou o grupo como último a entrar, com a porta sendo fechada durante o processo, gerando confusão entre os passageiros e alarme no setor.
- Após registrar vídeos e tentar conversar com a supervisora, a solução veio apenas quando o gerente da companhia pediu desculpas; não havia lugares disponíveis para o grupo no próximo voo para o Rio de Janeiro, levando a opção de dirigir até Miami para pegar outro voo, ou aguardar até quarta-feira.
- A família enfrentou custos adicionais e incerteza sobre o retorno, enquanto José pretende processar a companhia por impedimento de embarque e pelas dificuldades na reserva dos bebês de colo; o caso ganhou repercussão nas redes.
O carioca José Roberto Mello Porto, 35, relatou que, no embarque de um voo de retorno de Orlando para o Rio de Janeiro, a porta de embarque foi fechada pela funcionária sem explicação, impedindo a família de entrar. O grupo somava 14 pessoas, entre crianças, grávidas e a mãe idosa. A situação ocorreu na última segunda-feira, 4, segundo a versão dele à reportagem.
José descreve que, antes do embarque, enfrentou dificuldades na reserva de bebês de colo. Ele pagou caro pelas passagens e precisou pagar taxas adicionais para manter dois bebês no colo. A organização da viagem envolvia oito crianças, com idades entre 1 e 8 anos, além de duas grávidas e uma idosa.
Na hora do embarque, a família foi posicionada no grupo 8, considerado não prioritário, apesar da presença de crianças de colo e de uma idosa. Ocorreram problemas com as bagagens de mão: apenas itens leves poderiam permanecer, sob o argumento de peso, enquanto remédios e itens de valor precisavam ser despachados. Um alarme foi acionado quando a porta foi fechada.
Os relatos apontam que a funcionária não ofereceu explicações nem orientação para resolver a situação. Segundo José, a supervisora e outra funcionária também não deram esclarecimentos e fizeram gestos de desrespeito. A mãe da família, duas grávidas e as crianças ficaram no saguão por mais de duas horas, até que um gerente da American Airlines pediu desculpas e buscou uma solução.
Desdobramentos e tentativa de solução
A equipe da companhia sugeriu a alternativa de viajar de carro até Miami para pegar outro voo, visto que os voos para o Rio estavam lotados na data. A família acabou retornando ao alojamento temporário em Orlando e buscou uma nova opção para a partida na terça-feira, 5, ou quarta-feira, 6, sem confirmação de assentos. O voo para o Rio de Janeiro escolhido inicialmente ficaria indisponível.
José, que trabalha como defensor público, afirmou à reportagem que pretende buscar reparação por meio judicial devido ao impedimento de embarque e aos custos adicionais com os bebês de colo. Ele ressaltou que o episódio gerou abalo emocional nas crianças e nos adultos, além de despesas extras com deslocamento e acomodação.
Reação e atualizações
A publicação do vídeo sobre o ocorrido nas redes sociais do próprio José ganhou repercussão, com milhares de visualizações e comentários de apoio e cobrança de responsabilidade da American Airlines. A CRESCER entrou em contato com a empresa, sem retorno divulgado até o momento da publicação.
A família continua à espera de uma solução viável para retornar ao Brasil, com a perspectiva de reajuste de voos e horários conforme disponibilidade das próximas datas. O caso levanta perguntas sobre procedimentos de embarque e atendimento a famílias com crianças de colo, grávidas e idosos.
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