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Funerárias adotam despedidas humanizadas para pets

Setor funerário avança com sepultamentos de pets em jazigos familiares, com leis locais, ampliando cremação, rituais e espaços de memória

Foto: Divulgação Grupo Zelo / DINO
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  • Setor funerário avança com despedidas de pets, incluindo cremação, sepultamento em jazigos familiares e rituais, apoiados por leis locais como a Lei Bob Coveiro e projetos no Congresso para padronizar a prática.
  • O Brasil tem mais de 150 milhões de animais de estimação, mas regras variam conforme estado ou município.
  • O sepultamento de pets em jazigos de cemitérios humanos exige invólucros específicos e conformidade ambiental; em capitais como São Paulo já há regulamentação, enquanto em outros locais depende de autorização judicial ou se restringe a cemitérios/pet cemitérios.
  • Especialistas apontam que o luto por pets pode ser tão intenso quanto o de pessoas, com rituais de despedida ajudando na elaboração da perda.
  • Dados do Grupo Zelo indicam crescimento de 8% nas cremações de pets entre 2024 e 2025, com cemitérios exclusivos para animais e serviços como salas de velório e transmissões online.

O setor funerário brasileiro começa a incorporar a despedida humanizada de animais de estimação, acelerando mudanças na legislação, surgimento de novos serviços e rituais que reconhecem o vínculo entre tutores e pets. A demanda cresce conforme famílias buscam formas de memória e homenagem.

Dados oficiais apontam que o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com mais pets, superando 150 milhões de animais. A regulamentação varia conforme estado e município, o que define onde e como o sepultamento pode ocorrer.

Para quem planeja a despedida, o marco regulatório em capitais como São Paulo já permite o enterro de mascotas em jazigos de cemitérios humanos, desde que cumpram normas sanitárias e ambientais. Em outras regiões, ainda se exige autorização judicial ou a opção por crematórios e cemitérios exclusivos para animais.

Mudanças regulatórias e serviços

Alessandro Oliveira, diretor do Grupo Zelo, explica que, onde permitido, o sepultamento se dá em invólucros específicos para evitar contaminação do solo. Ele ressalta que a prática segue padrões ambientais e de vigilância sanitária.

Demandas do mercado e da sociedade

Representantes do setor destacam o crescimento da procura por despedidas dignas. A cremação de pets tem apresentado alta demanda, com crescimento registrado entre 2024 e 2025 em estados como Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco.

A dimensão do luto pet

A psicoterapeuta Renata Roma aponta que a perda de um animal pode ter impacto emocional semelhante ao de um familiar. Ela afirma que rituais de despedida ajudam na validação desse laço afetivo e no processo de luto.

Espaços e memória

O setor vem ampliando infraestrutura para acolhimento, com salas de velório e opções de transmissão online. Esses recursos visam oferecer um espaço seguro para o acervo de memórias e para visitas familiares, fortalecendo o vínculo com o animal.

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