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Gasômetro, antiga usina, atrai turistas e impulsiona a cultura em Porto Alegre

Usina do Gasômetro, antiga termelétrica de Porto Alegre, tornou-se centro cultural e polo de lazer, enfrentando enchentes recentes e obras de recuperação

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  • A Usina do Gasômetro, inaugurada em 1928, nasceu para gerar e distribuir energia a partir do carvão, e hoje é símbolo da memória urbana de Porto Alegre.
  • Sua chaminé tem 105 metros de altura e continua sendo um dos cartões-postais mais reconhecíveis da cidade.
  • Desativada em 1974, a usina chegou a quase ser demolida, mas movimentos culturais e da sociedade civil garantiram sua preservação.
  • Em 1991, a prefeitura transformou o espaço em centro cultural multifuncional, abrigando exposições, shows, teatro, cinema, feiras e eventos diversos.
  • Em maio de 2024, enchentes atingiram a região, levando o espaço a ser fechado para avaliação e obras de recuperação; hoje o Gasômetro funciona como polo de cultura, convivência e atividades ao ar livre.

A antiga usina de energia de Porto Alegre, conhecida como Gasômetro, hoje funciona como centro cultural multifuncional e ponto de referência na orla da cidade. Inaugurada em 1928, a construção nasceu para gerar e distribuir eletricidade a partir do carvão, em meio ao crescimento urbano gaúcho.

A escolha do nome vem do antigo sistema de gás usado no complexo, embora a atividade central tenha sido a produção de energia. Com uma chaminé de 105 metros, o prédio se tornou um dos símbolos mais recognoscíveis da memória urbana.

Histórico e transformação

A usina desempenhou papel estratégico até os anos 1960, mas entrou em declínio com a modernização do setor elétrico. Em 1974 houve desativação, e surgiram debates sobre o destino do edifício, então considerado patrimônio da cidade.

Caso a demolição fosse confirmada, a mobilização de civis e setores culturais garantiu a preservação. Em 1991, após restauração pela Prefeitura, o espaço ganhou função cultural, abrindo espaço para exposições, shows, teatros, cinema, feiras e eventos.

Estrutura e identidade

A reforma manteve pés-direitos altos, vigas, tijolos aparentes e grandes janelas industriais, definindo a identidade visual do Gasômetro. Esse conjunto arquitetônico facilita a atração de público local e visitante internacional.

A ideia de um mirante dentro da chaminé chegou a ser cogitada, mas foi abandonada por inviabilidade econômica e estrutural. O foco passou a ser a experiência cultural e a contemplação da paisagem.

Surroundings e atividades

A área ao redor foi revitalizada com ciclovias, áreas de lazer e espaços para prática esportiva. Hoje o Gasômetro recebe exposições de arte contemporânea, encontros comunitários e atividades educativas.

A orla ao redor é parte do encanto: ciclistas, corredores, famílias e casais aproveitam a vista do Guaíba. Feiras de artesanato e gastronomia costumam movimentar a região nos fins de semana.

Impactos recentes

Em maio de 2024, enchentes históricas atingiram o Rio Grande do Sul e o Guaíba transbordou. A Usina do Gasômetro e o entorno foram gravemente afetados, com fechamento para avaliação de danos e recuperação.

Caso o espaço tenha sido registrado com danos, as obras visam restabelecer as atividades culturais e manter a função de polo de convivência. O episódio reacendeu o debate sobre vulnerabilidade de patrimônios históricos.

Símbolo de resiliência

A trajetória do Gasômetro, de usina termelétrica a centro cultural, reforça a identidade de Porto Alegre. A obra representa a capacidade de ressignificar a cidade sem apagar marcas do passado.

Para moradores e visitantes, o Gasômetro continua sendo uma referência de arquitetura, cultura e espaço público. O local permanece como ponto de encontro para a vida cultural e para a vivência da ordem urbana.

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